sexta-feira, janeiro 28, 2011

Bungalows a sair!!!

Bungalows nascem no parque de campismo de Mira.

O projeto insere-se no projecto de remodelação do Parque Municipal de Campismo de Mira que prevê a existência de 21 unidades de carácter complementar destinadas a alojamento. Estas unidades serão isoladas entre si e terão a forma de bungalows. Uma delas será destinada à utilização por portadores de deficiência motora.

A construção tradicional da zona era o palheiro, edifício palafítico todo em madeira que se implantava nas dunas e margens de lagoas estando perfeitamente adaptado ao meio, quer à movimentação de areias quer à subida do nível das águas. O revestimento exterior em madeira é aplicado em forma de escama.

Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, Saul Rico, vereador da Câmara Municipal de Mira, salientou que o objetivo é que a construção “esteja concluída esta época balnear”, nomeadamente em junho.

Esta construção, explicou, é “criar condições para atrair mais turistas”, pois a durante o verão o concelho “tem elevada procura”. O objetivo, afirma, “é potenciar Mira e as suas praias”.

O Parque Municipal de Campismo de Mira fica localizado na Praia de Mira entre o mar e a lagoa tendo como limites a Norte e Nascente via pública, a Sul a floresta e a Poente o Lago do Mar. É precisamente ao longo do Lago do Mar que se desenvolvem os bungalows.

Entretanto, a autarquia mirense lançou a empreitada de execução do edifício de apoio aos bungalows. O concurso estará aberto até 8 de Fevereiro e o preço base é de 119 mil euros. A autarquia pretende executar um edifício com uma área total de 256 m2, constituído por uma central técnica e quatro divisões onde futuramente irão funcionar uma lavandaria interna, uma lavandaria self-service e todos os serviços de apoio a estes equipamentos. O edifício terá uma central técnica que será equipada com a água quente. Esta obra prevê ainda ligações à rede de água pública, bem como aos circuitos pré-instalados de águas quentes sanitárias e de aquecimento existentes.

(in AsBeiras 28.01.11)

ASSALTOS... eles andam ai!

Eles andam ai!

Três residências assaltadas
em Mira e Tocha à luz do dia

Proprietários viram habitações, em Corujeira e Leitões (Mira) e nas Cochadas (Tocha), completamente vandalizadas. Ladrões só se interessaram por ouro e dinheiro.
«Fiquei em estado de choque quando entrei em casa e vi tudo de pernas para o ar». O desabafo é de Maria do Céu Soares, 42 anos, casada, que ao regressar a casa para almoçar, deparou com o interior da habitação, situada na aldeia de Corujeira, concelho de Mira, «num caos». Tinha sido alvo dos ladrões em pleno dia, que não hesitaram em arrombar os estores de uma janela para se introduzirem na moradia.
«Quando abri a porta e vi as luzes todas acesas até pensei que me tinha esquecido de as desligar, mas depois, quando entrei na cozinha e vi tudo revoltado, vi logo que tinha sido assaltada», diz ao nosso Jornal, Maria de Céu, que ficou ainda mais revoltada quando percorreu toda a casa e se deparou com tudo revolvido.
«Mexeram em tudo o que era gavetas, armários, prateleiras, em todas as divisões. Tudo espalhado pelo chão e todas as luzes acesas», diz a proprietária da residência, que até quarta-feira, dia em que sofreu o assalto, pensou que «isto só acontecia aos outros».
Os ladrões já saberiam que o casal proprietário da residência estava ausente, a trabalhar, e que só regressava a casa à hora do almoço ou ao fim do dia. Maria do Céu trabalha num supermercado de Mira, o marido, Sérgio Pessoa, trabalha numa serralharia, também em Mira.
«Saí de casa às 8h45 e regressei para o almoço às 12h30», explicou Maria do Céu. Ontem, apesar de ter a casa «virada do avesso», não deu por falta de mais nada a não ser todo o ouro que tinha na habitação e algum dinheiro.
«Levaram-me uma caixa onde tinha todo o ouro, anéis, fios, pulseiras… Ouro antigo, que nem sei o valor que tinha. Do quarto do meu filho (um militar da GNR a prestar serviço no posto de Ílhavo) também levaram um fio de ouro do seu baptizado e braceletes (de relógios) de marca», conta a vítima. Os ladrões também descobriram no quarto do casal, «na mesinha de cabeceira», cerca de 500 euros em dinheiro, que também levaram. Do quarto do filho, além do fio em ouro e das braceletes, os larápios também arrombaram um mealheiro «que tinha cerca de 170 euros».
Ou seja, os invasores viraram a residência “de pernas para o ar”, mas apenas levaram dinheiro e ouro, o que indicia estar-se perante indivíduos com um “modus operandi” já conhecido das autoridades, que actuam em zonas rurais, em locais perto de acessos a nós de auto-estradas, de fuga fácil, como é o caso de Corujeira, em Mira, onde existe um nó de acesso à A17.

Meio quilo de ouro
«Levaram todo o ouro que tinha em casa, cerca de meio quilo. O meu quarto ficou num verdadeiro desalinho». Agora, o desabafo é de Maria Clara dos Santos Pessoa, residente no lugar de Leitões, Mira, outra vítima dos larápios, muito provavelmente os mesmos que atacaram a casa de Maria do Céu, na Corujeira.
«Só demos pelo assalto por volta das 18h00, altura em que o meu marido chegou a casa e viu a luz acesa e o nosso quarto todo revirado, roupas pelo chão, gavetas da cómoda e das mesas-de-cabeceira abertas», disse ontem ao DC, Maria Clara, que diz ter ficado com um prejuízo incalculável.
«Levaram-me três cordões grossos, oito pulseiras dos meus filhos, três anéis, um deles de noivado e outro de sete escravas, sete pares de brincos e argolas, e até missangas que estavam no quarto da minha filha», conta, desolada, Maria Clara, garantindo que no total o ouro furtado da sua residência «pesava mais de meio quilo». Quanto ao seu valor não faz ideia, pois tratam-se de peças de ouro com alguma antiguidade, mas, seguramente, terá tido um prejuízo «de milhares de euros». De resto – tal como aconteceu na residência de Corujeira – os larápios apenas levaram o ouro da casa.
«Por sorte não tínhamos dinheiro em casa, senão também era roubado», opina a vítima.
Maria Clara e o marido trabalham todo o dia fora, ele como motorista, ela como cuidadora de um casal de idosos, regressando a casa ao fim da tarde, o que “facilitou” a tarefa dos bandidos, que, neste caso, tiveram tempo de vasculhar os quartos dos filhos (um rapaz e uma rapariga) e o quarto do casal, onde estavam guardadas as peças de ouro.

Casa de emigrante
nas Cochadas
O périplo dos assaltantes terminou nas Cochadas, na freguesia da Tocha. Desta vez, a vítima foi um emigrante na Suíça, cuja casa foi, igualmente, vandalizada. O sogro deste emigrante, Celestino Varanda, como de costume, foi à residência do genro ao fim da tarde (18h30) para acender as luzes exteriores como o faz habitualmente para iludir os amigos do alheio, e deparou com a porta arrombada.
No interior viu guarda-fatos, cómodas e gavetas abertas, roupa espalhada pelo chão e não teve dúvidas. A casa da filha e do genro fora assaltada, pela segunda vez, aliás, disse ao nosso Jornal a mulher de Celestino. Neste caso, as autoridades não sabem o que foi furtado, uma vez que os proprietários estão ausentes e os familiares não sabem, também, ao pormenor, o recheio da habitação.
Pela cronologia dos assaltos e rota geográfica entre as três residências, tudo leva a crer que os crimes foram praticados pelas mesmas pessoas. Na Corujeira, a casa de Maria do Céu foi assaltada entre as 8h45 e as 12h30, nos Leitões, Maria Clara deu pela “marosca” ao fim da tarde e nas Cochadas o assalto foi descoberto às 18h30. Qualquer uma destas localidades tem acesso rápido e fácil à A17.

Foi votar e ficou
sem cordão por “esticão”
A onda de criminalidade, em Mira, não se circunscreve só a este tipo de assaltos a residências. Conforme o DC noticiou terça-feira, o Touring da Praia de Mira ficou sem torneiras e chuveiros por assalto praticado nas suas instalações, mas na mesma madrugada (domingo para segunda-feira), as instalações do mercado de Mira, em Portomar, também foram visitadas pelos larápios e ficaram, igualmente, sem todas as torneiras. No domingo mas durante o dia, também na localidade de Leitões, uma senhora que fora votar, quando regressava a casa de motociclo eléctrico, foi interceptada bruscamente por um carro com dois homens dentro, um dos quais, com alguma violência, lhe arrancou o cordão de ouro que trazia ao pescoço, fugindo de imediato.
Na Corujeira, uma vizinha de Maria do Céu, também viu a sua vivenda assaltada durante o dia, enquanto os proprietários trabalhavam. «Levaram todo o ouro que encontraram e cerca de 300 euros em dinheiro».

Autoridades atentas ao “modus operandi” dos ladrões.
Conforme o Diário de Coimbra noticiou há duas semanas, a área de acção do destacamento territorial de Cantanhede da GNR – que compreende Ançã, Tocha, Mira, Praia de Mira e Cantanhede – tem sido fustigada por inúmeros assaltos a residências, a maioria levados a cabo à luz do dia. Isto não significa falta de vigilância, patrulhamento, prevenção e empenho das autoridades policiais. Antes pelo contrário. O que acontece é que este tipo de assaltos é planeado ao pormenor pelos seus autores, que atacam as residências previamente sinalizadas e escolhidas a dedo. Por isso as autoridades já estudaram o “modus operandi” dos larápios e não é coincidência as residências assaltadas nos últimos tempos estarem localizadas perto de acessos às auto-estradas, nomeadamente à A1 e A17.
Quem faz estes assaltos é gente de longe, de fora do distrito de Coimbra, do Norte e do Sul, que, em carros roubados, percorrem quilómetros de auto-estradas, saem em nós de acesso às pequenas localidades, e, depois de um estudo prévio ao alvo, fazem o “trabalho” rápido e depressa, encetando, depois, a fuga pela mesma via. Esta é uma das linhas de investigação das autoridades, que associam este “modus operandi” aos assaltos a residências verificados na região nos últimos tempos. Uma das pistas que as autoridades estão a investigar e que podem levar aos autores dos crimes está centrada na recolha de imagens das viaturas que constam como furtadas e que circularam na A17 e A1 (eventualmente também na A14) - principalmente as que passaram pela Via Verde sem pagar. As forças policiais do contingente territorial de Cantanhede da GNR estão atentas e apelam às pessoas para se precaverem e trancarem bem as suas habitações antes de saírem de casa.
(in DC 28.01.11)

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Valas limpas ...

Teresa Fidélis, presidente da Administração da Região Hidrográfica do Centro (ARH Centro), esteve em Mira para assinar os contratos de reabilitação das valas afluentes ao canal de Mira e requalificação da marginal norte da praia, esta já na 2ª fase.

Esta tarefa vai consistir no melhoramento do escoamento, poda selectiva de árvores e remoção de materiais das valas de Cana, Lavadeiras, Moinhos e Regente Rei. Ou seja as que directamente introduzem agua no canal de Mira.

Além das operações de limpeza, na vala dos moinhos da Videira, será ainda realizada a reparação do açude, bem como a construção de um muro de betão com cerca de 200 metros na margem esquerda da vala das Lavadeiras na Praia de Mira. Esta empreitada vai custar perto de 178 mil euros, foi consignado à empresa Licínio Leite. (isto no que diz respeito a limpeza das valas).

A limpeza e manutenção dos cursos é uma situação que toca directamente as populações das localidades com elas confinantes, sentindo se muitas vezes abandonadas pelas autoridades competentes no que a manutenção e limpeza diz respeito. Nos lugares de Lagoa, Casal de S.Tome, Ermida e Corujeira a sul do Concelho e de Portomar e Presa a nascente, o estado em que se encontram as valas faz pensar as populações. Para alem de frequentemente serem utilizados estes cursos de agua como meio de descarga de lixos, o estado de colapso em que se encontram as margens obriga certamente a que os responsáveis pela ARH equacionem também uma intervenção a montante da lagoa de Mira até ao limite do concelho na povoação de Cavadas e o mesmo se diz para as restantes localidades onde passam cursos de agua.
Segundo apuramos a limpeza da lagoa da Barrinha é uma das proximas situaçoes a resolver ,tal o estado em que se encontra, as populaçoes afirmam mesmo que o lodo tem mais de 1,5m, e as algas são demais que evidentes o que provoca problemas de navegabilidade, tendo mesmo o Clube Náutico local serios problemas, cancelamento de treinos e actividades, no que a realização de provas desportivas diz respeito.

Não basta uma carta de intenções, é necessario que os responsáveis tomem conhecimento das situações e intervenham de forma coerente e eficaz.

info em: http://www.arhcentro.pt/website/ARH_do_Centro/Instituto/Notas_de_Imprensa/Interven%C3%A7%C3%B5es_no_concelho_de_Mira.aspx

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Feliz Natal


Caros amigos leitores

Mais um natal se aproxima, em tempos complicados para o cidadão comum este será talvez um natal menos rico, sobretudo de bens materiais, ou talvez nao! Que seja sobretudo pleno e vivido junto dos que nos sao mais queridos.
O Mirices, letárgico durante os ultimos tempos, não quer deixar de desejar a todos os que nos tem acompanhado nestes ultimos 6 anos, um feliz natal.

A época presta se a que estejamos unidos e tentemos ser um pouco melhores, todos e um pouco.


A equipa do Mirices

segunda-feira, dezembro 13, 2010

... estamos de volta! 2011 novo ciclo




Caros leitores

2010 foi um mau ano para nós ... verdade seja dita foi péssimo mesmo, no entanto o final do ano trouxe de volta a energia que caracterizou o espaço Mirices desde sempre.
A boa noticia é que em 2011 estamos de volta!

Até lá bem haja

quinta-feira, maio 06, 2010

Bandeira Azul

Bandeira Azul em 240 praias, mais 14 do que no ano passado... Mira mantém galardões

Catorze novas praias vão hastear a Bandeira Azul este ano, num total de 240 zonas balneares abrangidas em todo o país. Conheça todas as praias galardoadas.

"Temos este ano um número recorde de 240 praias, mais 14 do que no ano passado, o que é muito significativo. Depois do Inverno que tivemos e depois de tudo o que aconteceu na Madeira conseguimos manter este número recorde", disse o presidente da Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), José Archer.Para o responsável, este número recorde de praias com Bandeira Azul deve-se à preocupação de todos os portugueses em preservar a orla costeira."Há uma preocupação das entidades no investimento e nas infra-estruturas que colocam nas praias, dos concessionários na forma como gerem as praias e das pessoas na forma como as utilizam", afirmou. José Archer lembrou que a atribuição da Bandeira Azul é também um "programa de educação ambiental" e sublinhou que "ao fim de 20 anos o comportamento mais adequado está intrinsecamente em cada pessoa". O presidente da ABAE defendeu que ainda é possível melhorar, mas considerou o número alcançado este ano de praias com Bandeira Azul é muito satisfatório.

"Estamos acima dos 50% de praias com Bandeira Azul, o que é uma percentagem muito boa. É de longe, dos países do sul da Europa, o que tem a maior percentagem de praias com Bandeira Azul", disse.

Este ano, a Região Norte vai hastear 56 Bandeiras Azuis (mais 13 do que em 2009).

O aumento deve-se à candidatura de sete novas praias

(Silvade, Fraga da Pegada, Angeiras Norte, Pedras Brancas, Azul, Leça da Palmeira e Gondarém), sendo ainda de registar sete regressos (Vila Praia de Âncora, Frente Azul, Rua 37, Paramos, Suave Mar, Fão-Ofir e Valadares Sul) e uma saída (Congida).

O Centro terá 19 bandeiras, mais uma do que em 2009, devido à reentrada da praia de Esmoriz.

A região do Tejo registou a maior descida, com menos 11 bandeiras atribuídas em relação ao ano passado, devido à saída de três concelhos: Sintra, Cascais e Figueiró dos Vinhos.

No Alentejo foram galardoadas 23 praias, mais duas do que em 2009, devido à reentrada da Fonte do Cortiço e Califórnia.

O Algarve continua a ser a região com maior número de Bandeiras Azuis, tendo sido contempladas 69 praias, e é também a região que mais aumentou o número de praias galardoadas (mais 15 do que em 2009).

No sul do país há três novas praias com Bandeira Azul (Galé Oeste, Arrifes e Batata), a saída de duas (Pego Fundo e Faro Ria) e a reentrada de 13 distribuídas pelos municípios de Vila do Bispo (oito praias) e Silves (duas) e ainda Fuseta-Mar, Salgados e S. Rafael.

Na Madeira, apesar dos danos causados pelas derrocadas, o número de Bandeiras Azuis diminuiu em cinco nas praias e uma em marinas, tendo um total de 16 praias contempladas.

Os Açores foram a única região que manteve o número de praias galardoadas com 28 Bandeiras Azuis, resultado de duas saídas (Escaleiras e S. Lourenço), uma reentrada (Fogo) e uma nova (Baía do Refugo).

Irão ainda hastear a Bandeira Azul 14 marinas, menos uma do que em 2009, oito das quais no continente: Porto de Recreio de Oeiras e Parque das Nações (Lisboa e Vale do Tejo), Tróia e Porto de Recreio de Sines (Alentejo) e quatro no Algarve.

Mantém-se cinco marinas nos Açores e uma na Madeira.

As Bandeiras Azuis são atribuídas anualmente a praias e portos de recreio que cumpram um conjunto de critérios de natureza ambiental, de segurança e conforto dos utentes, informação e sensibilização ambiental.

Pelo nosso "jardim à beira mar" as nossas praias continuam em alta. A Praia de Mira com a unica a obter desde o primeiro dia e há longos anos o galardão de Praia com BANDEIRA AZUL... o poço da Cruz segue no bom caminho, e obteve também o galardão.


quarta-feira, março 24, 2010

Parabens Mira - Parabens Limpar PT

O concelho de Mira assistiu, no passado fim-de-semana, à maior acção de limpeza alguma vez realizada a nível local, por centenas de voluntários em colaboração com entidades públicas e privadas.

Embora os dados oficiais ainda não tenham sido disponibilizados, a forte adesão da população ao projecto Limpar Portugal, às Iniciativas Oceânicas e ao Fim de Semana Ambiental no Seixo terá permitido retirar das praias e das florestas do concelho perto de mil toneladas de lixo e entulho.


Passavam alguns minutos das nove horas de sábado, dia 20, quando os grupos, distribuídos por todo o concelho e munidos de luvas, sacos e t-shirts alusivas começaram a apanhar os primeiros resíduos. A operação, que foi acompanhada por veículos e meios da autarquia, de empresas locais e privados, só terminou perto do final da tarde.

No total participaram nas actividades quase meia centena de pessoas que, apesar do tempo instável, demonstraram união em torno das questões ambientais e uma forte capacidade de mobilização pela causa. “Estamos cá porque queremos proteger o ambiente. A floresta é espaço público, que é de todos – temos todos obrigação” afirmou um elemento de um grupo.

Entretanto, nos dias 19 e 21, foram realizadas palestras e ateliês temáticos no Seixo, numa iniciativa da Junta de Freguesia do Seixo e do Agrupamento de Escuteiros do Seixo, que também fizeram a distribuição de sacos ecopontos.

Mais do que simples operações de limpeza e sensibilização, as iniciativas serviram o propósito de fomentar a protecção e o gosto pelo espaço público, e surtiram efeitos muito positivos ao nível do asseio do nosso património natural. Estamos todos de parabéns pelos resultados obtidos. E vivemos agora num concelho mais limpo e amigo do ambiente.

Mirices - O Regresso...




Caros leitores

Durante várias semanas, em que por motivos diversos não nos foi possível gerir este espaço de comunicação, recebemos vários pedidos e solicitações sobre o porquê do MIRICES estar sem novas noticias, e durante tanto tempo. Ora, este espaço é feito através de textos retirados da imprensa diária, artigos de opinião entre outros, e por vezes a disponibilidade dos administradores não é muita. Com a agravante de dois deles terem saído do país e consequentemente abandonado o Projecto Mirices.

A sugestão que vos trago, e para que o Mirices continue activo e actualizado, é que façam chegar ao nosso email textos sobe as vossas regiões, problemas que gostassem de divulgar entre outros, eventos e actividades, etc que por cá comprometemos-nos a fazer a divulgação exigida.

Com os melhores cumprimentos

O Administrador

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Mirices o 4º aniversário


Parabens Mirices

Foi em Dezembro de 2005 que teve inicio o blog "MIRICES"

Com dias melhores, outros nem tão bons assim... por cá continuamos a mexer com ideias, projectos e noticias.
Àqueles que nos têm brindado com as suas leituras, comentários ou visitas o nosso agradecimento, são vocês a razão deste espaço.
Esperamos poder contar convosco neste ano que se aproxima.

A todos
UM OBRIGADO

Administrador

segunda-feira, dezembro 14, 2009

AIBAP obtém 3º lugar em prémio internacional - Incubadora mais promissora


Incubadora da Beira Atlântico Parque obtém 3º lugar em prémio internacional

A Associação da Incubadora do Beira Atlântico Parque/ BIC Beira Atlântico foi seleccionada como uma das “Jovens Incubadoras mais promissoras a nível Mundial”, no âmbito da competição Mundial da 2009 “SBI Conference and Awards, Best Practices in Science Based Incubator” lançada pela Presidência Europeia Sueca, que teve lugar a 19 e 20 de Novembro em Estocolmo.

Segundo a Associação da Incubadora do Beira Atlântico Parque/ BIC Beira Atlântico, o júri decidiu atribuir o 3º lugar na categoria de "Most Promising New Incubator" à AIBAP/ BC Beira Atlântico de Portugal.

A lista de Incubadoras, Parques Tecnológicos e de outras iniciativas seleccionadas para as diferentes categorias desta competição, foi a seguinte:

  • Overall Winner

    1. @Wales Digital Media Initiative (UK)

    2. KITZ - Kiel Center of Innovation and Technology (Germany)

    3. Technology and Innovation Park Jena (Germany)

  • Category Most Promising New Incubator

    1. InQbator of Poznan Science & Technology Park, AMU Foundation (Poland)

    2. Waterloo Research and Technology Park Accelerator Centre (Canada)

    3. AIBAP - BIC Beira Atlântico (Portugal)

O Júri de Avaliação foi composto por Heinz Fiedler (chair), President of Science Park & Innovation Centres Expert Group (SPICE), Germany; por Peter Harman, Chief Executive [Elect] of UK Business Incubation (UKBI), UK; por Mikael Hult, National Coordinator of Innovationsbron AB, Sweden; Dinah Adkins, President Emeritus of the National Business Incubation Association (NBIA), USA; e por Jack Malan, Founding partner of the Centre for Strategy & Evaluation Services (CSES), UK.

Jack Malan Os nossos parabens a toda a equipa que nos últimos tempos levou a AIBAP ao lugar que hoje ocupa. Neste periodo de escassez economica, que não sendo anos de excelência ao nível financeiro, teem sido aproveitados pela AIBAP para o seu reforço no mercado, sobretudo ao nível internacional.

Vista por muitos como um "elefante branco", por outros como um espaço mal aproveitado, o importante a que a AIBAP tem sido um excelente meio de divulgação do concelho e do país a nível internacional.


sexta-feira, novembro 13, 2009

De facto...


"Já lá vai tempo em que a palavra de alguém tinha mais poder do que qualquer papel assinado. Bastava um aperto de mão para que o compromisso ficasse mais sólido que uma rocha.
Hoje, se não houver assinatura num papel, e em algumas situações reconhecida pelo notário, não há palavra que valha.
Não sei se foram os tempos que mudaram ou se foi a seriedade que deixou de existir. Mas é interessante ver como há gente que ainda gosta de demonstrar que honram os velhos costumes, dando até a entender serem cumpridores da palavra, a verdade é que nem sempre é assim… Nem mesmo o que escrevem serve de compromisso, infelizmente para eles."

De facto assim é... e cada vez mais!

Quanto a Nós - Mirices -por cá continuamos mais uma ano. Em Dezembro de 2005 abraçamos este projecto, com dias bons e outros nem tanto, ainda por cá continuamos.
Acusados disto e daquilo, procurámos manter a nossa imagem desde o primeiro dia, o que por vezes não é fácil.
Estamos e estivemos abertos à participação de todos, comenta quer quer, publica quem pode, basta escrever e para nós enviar, o que não acontece tanto quanto gostaríamos.
A todos aqueles que nos visitam, um sentido obrigado... e claro, sempre que possível, aquele "passô-bem"

Administrador

quinta-feira, outubro 29, 2009

Demolições na praia


"Não acata expropriação
nem aceita indemnizações"

País - Demolições começaram na praia de Mira - RTP Noticias, Vídeo

A Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Centro e Câmara de Mira, procederam ontem ao “bota-abaixo” de palheiros quase centenários “implantados” nas dunas da zona Norte da Praia de Mira, no âmbito da requalificação da margem do mar, protecção dos sistemas costeiros e prolongamento da marginal até à zona da lota. Ao todo foram quatro palheiros que foram abaixo, mas a “empreitada” não ficou concluída porque os herdeiros do único edifício de cimento existente nas dunas não acataram a expropriação nem qualquer indemnização e interpuseram uma acção no tribunal.
Ontem, no local, a advogada da ARH, Maria Guadalupe, ainda tentou chegar a um acordo com o representante dos herdeiros do imóvel, mas este manteve os propósitos do seu cliente que pretende «manter o direito de propriedade» do imóvel.
Maria Guadalupe não tem dúvidas que o tribunal irá dar razão à AHR porque o edifício «viola o Plano de Ordenamento da Orla Costeira» por um lado, e, por outro, porque o imóvel «foi construído ilegalmente sem qualquer tipo de licença». Por isso, espera uma decisão do tribunal «favorável».

Quanto aos quatro palheiros demolidos, todos os proprietários aceitaram as indemnizações propostas pela ARH – cujos valores a advogada não quis divulgar – e antes do “bota-abaixo” saudado e apoiado por muitos populares, a causídica leu publicamente o documento emanado do tribunal que confere a posse administrativa à Administração Regional Hidrográfica.
«As demolições e limpeza de toda esta zona dunar vão decorrer até ao início de Janeiro, entrando-se depois no processo de adjudicação das obras de requalificação, que deverão iniciar-se no primeiro trimestre de 2010», revelou ao nosso Jornal a advogada.
O projecto de requalificação da margem do mar da Praia de Mira, recorde-se, remonta a 2001 e há cerca de um ano a ARH e a Câmara de Mira assinaram um protocolo de cooperação técnica e financeira “apadrinhado” pela Secretaria de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades.
Acordo que assenta na execução das demolições das construções degradadas existentes entre a Capela dos Pescadores e a lota da Praia de Mira. Construções que, tal como afirmou ontem Maria Guadalupe, não estão adaptadas ao previsto no Plano de Ordenamento da Orla Costeira para construções situadas em domínio público hídrico das praias do Litoral Centro, por isso foram objecto de acções conducentes à expropriação, ontem consumadas, com excepção de um proprietário.
No local, entre a capela e a nova lota, vão ser construídos passadiços em madeira de transposição das dunas e ligação à praia e a execução de um passeio marginal da Avenida Arrais Batista Cera, bem como a adaptação do barracão situado junto à capela, que vai dar lugar a um Núcleo de Educação Ambiental.

Candidaturas ao Eixo IV e QREN
De acordo com o protocolo assinado entre a Câmara de Mira e a ARH, para a obtenção de financiamento desta requalificação costeira vão ser apresentadas duas candidaturas separadas, uma por cada entidade e para as acções a seu cargo, ou seja, o Eixo IV (Protecção e Valorização Ambiental) do POR/Centro (Mais Centro) do QREN, assegurando cada um dos promotores a componente financeira da contrapartida nacional.
O projecto desta requalificação, da responsabilidade da Câmara, foi analisado pela ARH que emitiu um parecer vinculativo e emitiu a respectiva licença de utilização dos recursos hídricos, entidade que também promoveu a candidatura aos fundos comunitários. De acordo com a autarquia, para uma melhor eficácia do projecto, foi, também, criada uma comissão de acompanhamento «com funções de coordenação» das acções que integram o desenvolvimento da parceria, e ainda o acompanhamento em termos físicos e financeiros a execução das obras.

(in DC, 29.10.09)


terça-feira, outubro 27, 2009

Terra com alma...


Com os dias de calor a terminar, feitas as contas de mais um verão e de mais uma época balnear que findou, mais um ano se abeira do fim. Este ano, que foi fortemente marcado pelos diversos actos eleitorais, foi também um ano de consolidação e de afirmação de uma terra e das suas gentes.

Por Lisboa os “Caretos da Lagoa” passearam as suas vestes coloridas num bailado de ousadia e diversão, sempre afoitos e irreverentes como manda a tradição, não fossem eles “Caretos da lagoa”. Pelo Norte, João Petronilho levou imagens desta terra e dos seus habitantes, neste caso não seres humanos, mas animais. Tendo mesmo conseguido um primeiro prémio com a sua fotografia de um sapo das areias.

Pela imprensa e media, noticias como, a Inauguração da Pescanova, a bandeira Azul, os lares para a 3ª idade, entre outras que com pena não me recordo, foram colorindo os dias dos Mirenses que se alegravam com noticias da sua terra. Certamente que também surgiram noticias menos boas, tais como a relativa às areias do montalvo, as relativas a acções vistas como negativas pelas oposições politicas locais, entre outras relativas a roubos e furtos que por aqui também ocorreram. No entanto, e procurando assumir uma posição de observador isento, creio que, numa breve e simplista análise geral, Mira até esteve bem.

Estamos em finais de Outubro, um novo ano está já ali à porta. Um novo ciclo politico iniciou, desta vez com responsabilidades acrescidas para o executivo dirigente local, tal foi a manifestação de apoio manifestada pelos Mirenses.

Neste novo período, em que a tão propagandeada “crise” se fez e fará sentir é conveniente ter os pés bem assentes na terra, não enveredando os executivos locais por megalomanias ou um qualquer projecto macrocéfalo, como por vezes se verifica, apostando antes, e com forte convicção, nos valores que deram origem a esta terra, e a estas gente. Valores locais e reconhecidos por todos os gandarezes, deste o extremo sul ao extremo norte deste pequeno grande concelho.

Esta terra, que engloba em si mesmo um vasto conjunto de potencialidades, deverá ser assumida na sua plenitude enquanto local de lazer e ócio, não só para os que nos visitam, mas também, e sobretudo para aqueles que aqui residem.

Provida de um conjunto de riquezas culturais, etnográficas e ambientais de elevado valor e potencial, esta terra encerra em si aquilo que de melhor se poderá encontrar em toda a região centro.

Certamente tem deficiências em vários os níveis, e quem não as tem, contudo Mira soube, apesar da sua pequenez, manter vivo um certo espírito de pertença, que noutras localidades do litoral centro se foi perdendo ao longo dos tempos. E graças a quem? Aos Mirenses, pois então. A eles deverá ser reconhecido o mérito por termos hoje aquilo que temos.

Aos que lavraram a terra, tantas vezes sob a dura presença de uma natureza agreste no Inverno e castigadora no Verão, devemos graças. Foram esses homens e mulheres que, durante os períodos mais negros da nossa história recente, souberam criar e manter esta forma de estar. Posses tinham muito poucas, a propriedade estava muitas vezes nas mãos de meia dúzia de ricos proprietários cuja única função era rentabilizar as suas terras, graças ao suor de outros de menos recursos. Foram estes homens que, com o apoio da terra, mataram ao fome aqueles que do mar viviam.

Hoje em dia, graças ao trabalho e à “luta”, as circunstancias são outras. E ainda bem. É bom lembrar que tínhamos palheiros na Praia de Mira, como bem relatou Raquel Soeiro de Brito na sua obra “Palheiros de Mira”, mas é ainda melhor ver que poucos têm, hoje em dia, que viver nessas construções, que, apesar de românticas, encerram em si muita pobreza, muita fome e muita miséria.

A nós, habitantes e Mirenses, em pleno século XXI, cabe-nos a dura tarefa de, pelo menos, manter aquilo que os nossos antepassados recentes nos deixaram.

Um vasto sistema hídrico fluvial, composto por valas, ribeiros e regatos, cuja beleza e importância para o bem-estar das populações é sobejamente conhecida. Um ecossistema ambiental e florestal, cuja existência se deve, sem qualquer dúvida, aqueles que com o suor do seu rosto e com a força dos seus braços a semearam e acarinharam durante o seu crescimento, cabendo nos agora a tarefa de o preservar, recriando-o e reinventando para um usufruto coincidente com as actuais exigências e necessidades. Uma linha de costa, romântica e protectora, cujas areias foram inspiração para poetas, e cuja imagem perdura na mente daqueles que nos brindam com a sua visita.

Gosto de ver os Mirenses orgulhosos da sua terra, e gostaria ainda mais ver esses mesmo cidadãos exercerem a cidadania que nos deram de uma forma integra, promovendo e impulsionando aquilo que é nosso, e que a nós cabe usufruir, mas sem duvida também proteger e promover.


João Luís Pinho

quinta-feira, outubro 15, 2009

Farmacia Matilde Soares assaltada à mão armada


Farmácia de Mira assaltada à mão-armada

Homem encapuzado entrou com caçadeira de canos serrados e levou cerca de dois mil euros em dinheiro.


Passavam quinze minutos das 20 horas de ontem quando um homem entrou munido de uma caçadeira na Farmácia Matilde Soares, em Mira, localizada junto à Estrada Nacional 109. Seguiram-se dois a três minutos de tensão, não mais, recordou, ao DC, Fernando Soares, proprietário da farmácia, sublinhando que todos os funcionários têm instruções para não reagir com qualquer tipo de violência quando confrontados com este tipo de assaltos.

A mesma fonte refere-nos que o indivíduo que entrou na sua farmácia tinha a cara tapada com um gorro e um cachecol de um clube de futebol. No exterior, apurou depois, estaria um cúmplice ao volante de um Volkswagen Golf de cor preta que partiu sem deixar rasto.
«Levou parte do dinheiro da caixa e do cofre. Um a dois milhares de euros», referiu-nos, acrescentando que a arma era uma caçadeira de canos serrados.
Segundo o seu proprietário, esta foi a primeira vez que a sua farmácia foi assaltada à mão-armada.
No momento do assalto, não estava qualquer cliente no interior da farmácia mas ao que apurámos, uma cliente que acabara de sair chegou a ser ameaçada para ficar quieta e calada sob pena de sofrer com as consequências.

A GNR de Mira e a PJ de Aveiro já tomaram conta da ocorrência sendo que haverá registo, em Aveiro, de um assalto, ontem à tarde, a uma gasolineira, em que também terá participado uma viatura idêntica, não se sabendo ainda se é a mesma.

quarta-feira, outubro 14, 2009

VITÓRIA ESTRONDOSA DO PS EM MIRA

VITÓRIA ESTRONDOSA DO PS EM MIRA


O PS venceu as eleições de ontem para a Câmara Municipal de Mira infringindo ao PSD uma derrota estrondosa.

Com 4.587 votos (55,9%) os socialistas obtiveram 5 mandatos (João Reigota, Manuel Martins, Sandra Pereira, Miguel Grego e Saul Rico) contra 2 do PSD (Rocha de Almeida e Lusís Filipe Barreto) que obteve 2.333 votos (28,48%).

O MAR, movimento liderado por Agostinho Silva, obteve 890 votos (10,86%) não conseguindo obter qualquer mandato.

O PS venceu também a Assembleia Municipal (Fernando Regateiro continua a ser o seu presidente) e as Assembleias de Freguesia de Mira e Praia de Mira, continuando António Alberto e Carlos Milheirão na liderança daquelas duas autarquias.

As Assembleias de Freguesia de Carapelhos e Seixo continuam no PSD com Gabriel Pinho e Albano Lourenço ao comando.

CM MIRA os eleitos

PS(5) - JOÃO REIGOTA, MANUEL MARTINS, SANDRA PEREIRA, MIGUEL GREGO, SAÚL RICO.PSD(2) - ROCHA DE ALMEIDA, LUÍS FILIPE BARRETO.

AM MIRA os eleitos

PS(14) - FERNANDO REGATEIRO, CARLOS BRITES MONTEIRO, LEONOR BORRALHO, PAULO GREGO, NARCISO PATRÃO, VERA LÚCIA MANCO, CALISTO COQUIM, PAULO REIGOTA, ZÉLIA MORAIS, VITOR BARREIRA, JOÃO MARIA NOGUEIRA, SARA FRESCO, e ANTÓNIO ALBERTO (Presidente da JF MIRA) e CARLOS MILHEIRÃO (Presidente da JF PRAIA DE MIRA).PSD(9) - JOSÉ FRADE, JUAN ANTÓNIO APOLINÁRIO, MARIA DA CONCEIÇÃO OLIVEIRA, PEDRO NUNES, RICARDO COSTA, ANA DIAS ... e GABRIEL PINHO (Presidente da JF CARAPELHOS) e ALBANO LOURENÇO (Presidente da JF SEIXO).MAR(2) - JOSÉ CARLOS GARRUCHO, JOSÉ BALUGAS.

quarta-feira, setembro 30, 2009

Que discurso...!?

(Maria e Aníbal)











QUE DISCURSO...!?


As opiniões de dois conceituados Jornalistas portugueses sobre o "discurso" do PR

Quem estava à espera de que o presidente da República viesse falar de segurança, enganou-se. Cavaco Silva falou de política. E falou alto, pois acusou "o partido do Governo" - sem nomear quem - de ter "ultrapassado os limites do tolerável e da decência", acusou-o de ter manipulado, de lhe ter dirigido um ultimato, tudo com o objectivo de "desviar as atenções" das questões que preocupavam os cidadãos e de o "encostar ao PSD".

Estas são as acusações. Ouvidas e lidas, fica-se sem perceber como irão presidente e primeiro-ministro recém-confirmado pelas urnas entender-se, como pode o presidente trabalhar com o líder de um partido que manipula, que passa dos limites. Felizmente, o PS foi ponderado na resposta, limitando-se a justificar ponto por ponto as acusações que lhe eram dirigidas, desmontando-as, e resistiu à tentação de manter o clima de guerra. Mas não há nada a esperar de bom nas relações S. Bento-Belém, a cooperação institucional não passa já de um conceito. De agora em diante, o Parlamento, os partidos e o Governo têm nas suas mãos a responsabilidade acrescida de garantir a estabilidade do país. Depois do discurso de ontem, Cavaco vê muito reduzida a sua capacidade de intervir na qualidade de árbitro.

As acusações avançadas não estão fundamentadas pelo discurso do presidente: o discurso é frágil e até ele mesmo manipulador, pois fala num assessor que não é o seu próprio assessor, trazendo à colação um colaborador do primeiro-ministro que, em toda a parte da história das escutas é personagem menor. Pior: o discurso, além de confuso, não é claro no essencial. Cavaco diz que ninguém fala em seu nome, a não ser o chefe da Casa Civil ou da Casa Militar, diz ter dúvidas que o seu assessor - finalmente fala no seu assessor- o tenha feito mas procedeu a alterações na sua Casa Civil. Ou seja: Fernando Lima, o assessor de Cavaco, pode nada ter feito de mal, mas mesmo assim é afastado e o presidente não achou importante vir dizer, antes, em cima da revelação do email, que tudo era uma manipulação. Misturando emails - um de enorme gravidade revelado no DN e os seus próprios, que não vinham a propósito -, prossegue na confusão. Queríamos saber de escutas, mas Cavaco diz que chamou especialistas e que ficou a saber que existem vulnerabilidades no seu computador. A sua preocupação com as escutas era esta? Alhos e bugalhos misturados num discurso que visava resolver um problema e que arranjou outro bem pior! Qualquer pessoa sabe que um computador não é cem por cento invulnerável, até o Pentágono já foi vítima de intromissões.

O discurso do presidente é desequilibrado e confuso, ambíguo, inoportuno e nada claro: as acusações são directas, mas o que queríamos ver explicado está em meias-palavras. É infantil, e por isso nos deixa a todos perplexos. Patético. Politicamente, Cavaco deu ontem um passo decisivo para encerrar a sua carreira sem direito a segundo mandato. Fá-lo da pior forma, aliás.

Director do Jornal de Noticias
José Leite Pereira

Primeiro que tudo: recomendo a leitura e a releitura da comunicação de ontem do Presidente da República. Até porque este está longe de esclarecer tudo para além de dois factos essenciais: Cavaco Silva considera que o partido do Governo tentou puxá-lo "para a luta político-partidária" e procurou "desviar as atenções do debate eleitoral das questões que realmente preocupavam os cidadãos".

Mais: o Chefe de Estado considera que isso começou a acontecer a meio de Agosto, classificando as declarações de alguns dirigentes do PS como "um tipo de ultimato dirigido ao Presidente da República".
Para quem não se recordar, foi por causa dessas declarações de dirigentes socialistas que o PÚBLICO contactou os serviços da Presidência da República, onde uma fonte oficial se interrogou sobre se os assessores de Cavaco Silva não estariam a ser vigiados. O Presidente não desautorizou ontem os membros da Casa Civil que falaram ao PÚBLICO: disse que só ele fala em seu nome - ele os chefes da Casa Civil e da Casa Militar; e acrescentou que não constituía "crime" formular interrogações sobre as "declarações políticas de outrem", nisso incluindo mesmo "as interrogações atribuídas a um membro da minha Casa Civil" "sobre como é que aqueles políticos sabiam dos passos dados por membros da Casa Civil da Presidência da República".

Mesmo sem assumir os termos exactos em que as interrogações chegaram à imprensa (e não foi só pelo PÚBLICO), o Presidente nunca as desautorizou - e isso deixou por explicar ontem. Contudo, disse que "não cede a pressões nem se deixa condicionar, seja por quem for". Uma frase importante que me obriga a recordar o que escrevi no dia 19 de Agosto: "O terreno está movediço e o Presidente quer preservar a sua autoridade e autonomia, pois sabe que há sombras de tempestade no horizonte. Só isso pode explicar que tivesse deixado que se soubesse que receia que nem todos os jogadores estejam a jogar com cartas limpas."

Ontem ficou claro que Cavaco Silva receava que o partido do Governo não estivesse a fazer jogo limpo. Tão cristalinamente claro que é difícil imaginar em que condições o Presidente da República e o primeiro-ministro vão conseguir cooperar num momento difícil para o país.
Ontem também ficou claro que o Presidente da República não geriu bem este caso. Mas lá iremos.
É certo que o Presidente da República nunca disse, de viva voz, que temia estar a ser vigiado. Mas disse que, a seguir à campanha eleitoral para as legislativas, falaria "sobre questões de segurança". Para quem não se recorde, essa declaração foi feita no dia em que o Diário de Notícias cometeu duas faltas deontológicas gravíssimas: primeiro, violou correspondência privada trocada entre profissionais do PÚBLICO; segundo, fê-lo para expor uma fonte deste jornal.

Cavaco Silva estranhou esse comportamento - "porque é que é publicado agora, a uma semana do acto eleitoral, quando já passaram 17 meses?" - e viu em tal decisão um novo sinal do esforço para "colar o Presidente ao PSD e desviar as atenções". Porque ligou "imediatamente a publicação do e-mail aos objectivos visados pelas declarações produzidas em meados de Agosto". As tais declarações de dirigentes do partido do Governo...

E a seguir acrescentou que essa publicação desse e-mail privado lhe suscitou a seguinte dúvida: "Será possível alguém do exterior entrar no meu computador e conhecer os meus e-mails? Estará a informação confidencial contida nos computadores da Presidência da República suficientemente protegida?" Ou seja, tornou claro que, se antes ainda podíamos circunscrever as suspeitas a alguns dos seus colaboradores, o Presidente assumiu ontem que, pelo menos desde a publicação do e-mail, também ele teve dúvidas sobre a segurança da sua própria correspondência. Dúvidas que o levaram a chamar especialistas que o informaram que existem vulnerabilidades no sistema de comunicações pela Internet de Belém. O que é grave e deve ser esclarecido depressa - pela Presidência e pelos serviços de segurança portugueses.

Fica assim tudo esclarecido? Longe disso. O Presidente disse que, "passada a disputa eleitoral, e porque considero que foram ultrapassados os limites do tolerável e da decência", decidiu "partilhar", "em público", "a interpretação que fiz sobre um assunto que inundou a comunicação social durante vários dias". Só que essa interpretação não chegou para esclarecer os portugueses.
Recorro por isso, de novo, ao que já escrevi, desta vez a 22 de Setembro: "Das duas, uma: ou a seguir a 27 de Setembro fundamenta as suas suspeitas, e age em conformidade, ou, se se limitar a iniciativas pífias, terá enfraquecido a sua autoridade como Chefe de Estado, porventura de forma irremediável". Infelizmente não fundamentou de forma consistente as suas suspeitas - nem clarificou bem que suspeitas tinha, ou tem - e, tendo sido forte no ataque aos que acusou de o tentarem condicionar e envolver na campanha, a única iniciativa tomada, sobre segurança informática, fica muito aquém do clima que, porque o desejou ou porque não o evitou, deixou criar.
Esta intervenção, a par com a não intervenção mais cedo, tem consequências. Umas o Presidente já as assumiu: o seu comportamento pode-lhe "causar custos pessoais". Outras deverão ser mais pesadas, pois sai ferido deste processo numa altura em que sabe que terá de continuar a lidar com um primeiro-ministro em que, manifestamente, não confia.
Quanto ao PS, pela voz de Pedro Silva Pereira, este decidiu assumir o conflito. O que significa que esta história não acaba aqui - muito longe disso. Não são boas notícias para o país, sobretudo no momento que vive.

José Manuel Fernandes
Director do Público



terça-feira, setembro 29, 2009

Importância e significado cultural da casa gandaresa


Na nossa região consolidaram-se dois tipos distintos de habitação, o palheiro e a casa gandaresa. O palheiro em Mira atingia dimensões assinaláveis, diminuindo de escala mais a sul, como na Tocha, diferença que também se assinala nos tipos de casas dos lavradores. No que respeita a estas últimas, afirmaram-se dois modelos, a casa de Mira e a casa da Tocha.

Trata-se com efeito dos dois grandes modelos, sobretudo porque a planta e as divisões da casa são diferentes, havendo no entanto muitos aspectos que as assemelham.



O modelo de casa de Mira domina numa área que vai sensivelmente do Rio Boco a norte, até à ribeira da Fervença. Para sul, a partir das Cochadas e Caniceira domina o modelo de casa da Tocha, sendo o corte e mudança muito nítida entre a Ermida e a Caniceira.


A Península ibérica teve a sorte de receber tecnologias de terra por vários canais, sendo dois deles mais importantes: do norte pelos romanos e do sul pelos árabes. Por seu lado Portugal e Espanha exportaram essas tecnologias nomeadamente para a América e para África.


A construção em terra tem vantagens a nível económico, energético, ecológico, social, cultural, e ainda a nível prático e técnico.


O modelo da casa gandaresa levou cinco séculos a amadurecer e a apurar-se, sem interferências de outras culturas que o descaracterizassem, salvo as influências de tradição mourisca e a incorporação de elementos renascentistas, que lhe acrescentou encanto e elegância. Deixando adivinhar a vida sóbria e serena do campo é ela fruto duma sólida sabedoria, conformada em sucessivas gerações, e duma relação harmónica e feliz com a paisagem e os elementos.


A casa gandaresa encontra remota filiação na casa árabe ou mourisca. À arquitectura do granito, que se desenvolve em altura, o sul contrapõe um espaço térreo, organizado em planta centrada, aberto para o interior, recorrendo a alvenarias de terra crua e cozida. É portanto uma casa-pátio, de nítida filiação árabe, cujos materiais originários seriam o adobe, a telha caleira e a madeira de pinho. Parece haver, no entanto, no pátio gandarês, um remoto eco dos espaços interiores romanos, sobretudo da casa rural romana, e que se viram revividos nos claustros românicos de grande número de conventos.

Revitalizar a construção em adobe, ou pelo menos em técnica mista de adobe e cimento, este nos pilares e vigas, traria não apenas o usufruto de espaços mais agradáveis mas também a vantagem económica do menor custo dos materiais utilizados.


A casa integra-se na paisagem e quase se funde com ela. Daí que passe muito despercebida. A casa é como quem a habita: humilde, serena, integrada, funcional e feliz.


A construção em adobe, de tradição ancestral, produziu em si, em termos sociológicos, uma contradição aparentemente insanável. Se os nossos antepassados apreciavam a construção em terra pelo seu carácter confortável e quente, maternal e protector, puro e consonante com a terra a que se sentiam ligados, mais recentemente, as gentes, sobretudo as mais desprotegidas, sentem-se nela presas e envergonhadas, como num arcaismo que se lhes afigura obstáculo às aspirações sociais de consumo, ostentação e afirmação, em subserviência às imagens materiais do progresso moderno.

Passou-se então à destruição pura e simples das casas gandaresas e sua substituição por tipologias estrangeiras ou de proveniência duvidosa, em que escandaliza a absoluta transgressão da escala e uma enorme confusão tipológica. O esquecimento total da tradição acarretou o consequente adulteramento da paisagem povoada.


Um olhar mais atento para com este fascinante modo de habitar revela-nos um tesouro que se vai desvendando, mas que se sabe fugaz, pois, qual espécie em vias de extinção, dentro de anos não restará de pé um único exemplar, redundando em perda de memória e dum património colectivo que, pese embora a sua despojada aparência, guarda uma enorme riqueza que se vai dissipando.

Esperamos pois que, através dum empenhamento colectivo e convergente, se possam vir a preservar pelo menos os exemplares mais significativos dessa arquitectura tão serena, que transporta em si uma beleza intensamente discreta, e que, tal como a vida, é efémera e ternamente frágil.


(in Oponto, Por P. F.)

sexta-feira, setembro 11, 2009

EN MIRA vai pra OBRAS - EN109 recuperada e Ponte da Balança requalificada


MIRA vai para OBRAS - EN 109 recuperada e Ponte da Balança requalificada


O secretário de Estado das Obras Públicas esteve ontem em Mira para consignar a obra de beneficiação da EN 109, que atravessa o concelho, e que o actual presidente da Câmara disse estar em degradação há pelo menos 30 anos.


De tal forma que João Reigota, face à revolução feita na rede viária e aos inúmeros investimentos feitos no concelho pelo actual Governo, disse a Paulo Campos que a EN 109 «é que nos está a atrapalhar a todos neste momento». Porém, acentuou o autarca na cerimónia efectuada nos paços do concelho, o governante voltou a Mira novamente «para cumprir uma promessa, a palavra dada, como sempre veio [a Mira] em momentos importantes para o concelho».
Paulo Campos – que tinha prometido esta requalificação no lançamento da construção da A17, há mais de dois anos – explicou que no lançamento do primeiro concurso da obra «houve alguns obstáculos administrativos» entretanto suprimidos e que agora (aproveitando as palavras de Reigota), estava em Mira no cumprimento de promessas feitas. E lembrou: «quando chegámos ao Governo lançámos a A17, uma das nossas primeiras marcas orientadas para a rede viária no Centro».
O secretário de Estado frisou que Mira já é «uma referência do ponto de vista económico» e gabou a persistência, acção e empenho de Reigota que «insistentemente pressionou e sensibilizou o Governo» para os problemas da EN 109.
Paulo Campos recordou que nos quatro anos e meio de Governo socialista o Ministério das Obras Publicas investiu em estruturas rodoviárias em mais de 1 200 quilómetros no interior do país para «assegurar a coesão dos territórios» e, sendo a rede rodoviária uma das primeiras marcas deste Governo, aquele responsável frisou ser importante «concentrar investimento em zonas onde faz mais falta».

10 quilómetros de extensão
Apesar de Coimbra [distrito] ter uma centralidade rodoviária, Campos considera que não está, ainda, «na centralidade do mapa rodoviários», daí reforçar que os investimentos nesta área «devem estar concentrados nas regiões».
Francisco Miranda, da Estradas de Portugal, apresentou os contornos da obra, que vai incidir entre o limite do distrito Aveiro e a Ponte da Balança, no concelho de Mira, numa extensão de 10,3 quilómetros. A empreitada, cujo investimento está estimado em 2,382 milhões de euros, inclui a substituição da ponte e pretende, segundo aquele técnico, melhorar as condições de circulação, aumentando a segurança naquele troço, nomeadamente no acesso de Mira à A17. A empresa tem 270 dias para a conclusão da obra, prevista para Junho de 2010.

(JCS, In Diário Coimbra)

sexta-feira, agosto 28, 2009

Destruição de cartaz agita ambiente eleitoral em Mira

PS diz que acusações são "falsas e inqualificáveis"

Destruição de cartaz agita
ambiente eleitoral em Mira


Candidato à Junta de Carapelhos pelo PSD apresentou queixa na GNR contra o presidente
da câmara, João Reigota, do PS, e garante que vai “até às últimas consequências”
O PSD de Mira, cujo cabeça-de-lista às eleições autárquicas é Rocha de Almeida, acusa o candidato do PS e actual presidente da autarquia, João Reigota, de calúnia e tentativa de agressão a um candidato social-democrata. Tudo terá acontecido na noite de segunda-feira, na localidade de Casal de S. Tomé, na presença da GNR. A queixa já foi apresentada e vai seguir para o Ministério Público.

Andava uma equipa da candidatura do PSD a colocar as estruturas metálicas para a propaganda em Casal de S. Tomé quando a situação aconteceu. Os oito elementos do PSD, diz um comunicado da candidatura social-democrata de Mira, «foram abordados, insultados e ameaçados pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal de Mira, Dr. João Reigota, e pelo seu filho, Francisco Reigota». Entre esses elementos encontrava-se Gabriel Pinho, o candidato social-democrata à Junta de Freguesia de Carapelhos, que, ao Diário de Coimbra, se mostrou «pasmado» com a situação. E relatando os acontecimentos, contou que quando andavam a colocar as estruturas, cerca das 23h00, apareceu a GNR chamada por alguém. Vendo que nada de anormal se passava, os militares estavam para ir embora, até que chega o filho do presidente da Câmara e, pouco depois, o próprio presidente, acompanhado pelo advogado da autarquia, no carro da Câmara. «Chamou-nos porcos, escumalha, disse que nos partia a todos», relatou Gabriel Pinho, considerando inaceitável a postura do candidato e presidente da autarquia, assim como a do filho do candidato, que também diz ter insultado os elementos da comitiva do PSD.
Na origem dos insultos estará um cartaz do PS junto à Câmara que apareceu cortado, mas Gabriel Pinho garante que o PSD nada tem a ver com o incidente.
«O presidente da Câmara disse asneiras de todo o tamanho. Ficou tudo pasmado», conta ainda, afirmando mesmo que se não fosse a intervenção da GNR teria havido agressão física. «Em 33 anos em campanha não me lembro de coisa igual», disse ainda o candidato à Junta de Carapelhos, que já apresentou queixa, que fonte da GNR confirmou, que vai agora seguir para o Ministério Público. «Vou até às últimas consequências», garante.

O candidato do PSD, Rocha de Almeida, prefere não tecer grandes comentários à situação, mas mostra-se tranquilo com o seu desfecho, uma vez que na altura dois elementos da GNR presenciaram todos os acontecimentos. Diz, contudo, ser «lamentável» a situação, assim como a destruição do cartaz do PS, tenha ela sido feita por quem for. «É uma vergonha para o concelho. São acontecimentos que nos desprestigiam», considera ainda Rocha de Almeida.

PS fala em acusações
“falsas e inqualificáveis”
A candidatura do PS, em comunicado, afirma que «são falsas e inqualificáveis as acusações imputadas a João Reigota, que apenas mostrou a sua indignação perante a destruição da sua campanha». Mais, acusa o candidato à Junta de Carapelhos de destruição dos cartazes, «um em frente à Câmara de Mira e outro roubado em Carromeu».

«Em Mira todos conhecem João Reigota e todos conhecem igualmente Gabriel Pinho, sendo este último useiro e vezeiro neste tipo de atitudes provocatórias, difamatórias e atentatórias ao bom nome das pessoas», afirma ainda o comunicado da candidatura de Reigota, classificando de «comportamento baixíssimo» a atitude de Gabriel Pinho. E também o PS irá apresentar, «oportunamente, as respectivas queixas crimes no tribunal».

A Rocha de Almeida também são dirigidas críticas, nomeadamente a de ter deixado o concelho há 16 anos «de forma miserável», aparecendo agora a «promover o divisionismo e a destruição».

quarta-feira, julho 22, 2009

CORRUPÇÃO


CORRUPÇÃO


A palavra corrupção deriva do latim corruptus que, numa primeira acepção, significa quebrado em pedaços e numa segunda acepção, apodrecido, pútrido. Por conseguinte, o verbo corromper significa tornar pútrido, podre.

Em todas as sociedades humanas existem pessoas que agem segundo as leis e normas reconhecidas como legais do ponto de vista constitucional. No entanto, também existem pessoas que não reconhecem e desrespeitam essas leis e normas para obter benefício pessoal. Essas pessoas são conhecidas sob o nome comum de criminosos. No crime de corrupção política, os criminosos – ao invés de assassinatos, roubos e furtos - utilizam posições de poder estabelecidas no jogo político normal da sociedade para realizar atos ilegais contra a sociedade como um todo.

O Indicador de Percepção de Corrupção é um ranking anual que aponta os países percebidos como os menos corruptos e os mais corruptos do mundo. Para construí-lo, a organização TRANSPARÊNCIA INTERNACIONAL (que é uma organização não governamental fundada na Alemanha que tem como missão criar mudanças de comportamento que levem a um mundo livre de corrupção) faz uma mate-análise (isto é, uma “pesquisa de pesquisas” feitas por especialistas) de 16 pesquisas originais de dez institutos independentes e atribui notas de 0 a 10 aos países analisados.. Dessa meta-análise resulta a medida anual da incidência de corrupção em 159 países do Planeta. Cerca de 50 países do planeta ainda não são analisados devido à falta de pesquisas originais adequadas.

Os analistas procuram saber como as diferentes formas de corrupção, por exemplo, o pagamento de subornos, o tráfico de influências em obras públicas através de concessão de contratos públicos a amigos e parentes, corrupção no sistema Judiciário e mau uso de cargos públicos, são percebidos pela população e por estrangeiros em contacto com a administração desses países. Isto é, o índice mede a percepção da corrupção e não a actividade corrupção propriamente dita, mas a Transparência Internacional acredita que o ranking retrate de uma maneira precisa o problema da corrupção no mundo.

Em 2004 os 12 países percebidos como os menos corruptos no planeta foram: Finlândia, Noruega, Austrália, Canadá, Islândia, Holanda, Nova Zelândia, Singapura, Suécia, Suíça, Dinamarca e Luxemburgo. E os 12 mais corruptos são: Azerbaijão, Bangladesh, Bolívia, Camarões, Indonésia, Quênia, Nigéria, Paquistão, Rússia, Tanzânia, Uganda e Ucrânia.

Em 2005, no ranking da TI, a Islândia tomou o lugar da Finlândia como o país percebido como o menos corrupto. Neste ano, os 15 primeiros colocados em percepção da corrupção e suas notas respectivas foram:

1) Islândia (9,7), 2) Finlândia (9,6), Nova Zelândia (9,6), 4) Dinamarca (9,5), 5) Singapura (9,4), 6) Suécia(9,2), 7) Suíça (9,1) 8) Noruega ( 8,9) 9) Austrália (8,8) 10) Áustria (8,7) 11) Holanda (8,6) e Reino Unido (8,6) 13) Luxemburgo (8,5) 14) Canadá (8,4) 15) Hong Kong (8,5)

Portugal ficou em 26a posição com 6,5 pontos no ranking de corrupção de 2005.