domingo, março 23, 2008

Pascoa


Como sempre solidários...
Feliz Pascoa

quarta-feira, março 12, 2008

VI Jornadas Culturais da Gândara



VI Jornadas Culturais da Gândara


Realizar se ao nos proximos dias 28,29 e 30 de Março no Centro Cultural e Recreativo da Praia de Mira, as VI Jornadas Culturais da Gândara.


Este forum de reflexão e discusão sobre o patrimonio cultural, e não só, da Região da Gândara, na sua 6ª edição, dedicado este ano aos "Homens do Mar", cuja organização esta a cargo da Câmara Municipal de Mira contando esta com a colaboração do Centro de Estudos do Mar e das Navegações Luis de Albuquerque(CEMAR)


Do vasto programa poderemos desde já salientar a projecção de dois filmes sobre o mar e a Praia de Mira. "The Lonely Dorymen-Portugal´s Men of the sea" 1968, da Nacional Geographic Society, que relata a vida dos homens do mar na pesca do bacalhau, a bordo do navio "José Alberto" da Figueira da Foz, e o filme "Onde os bois lavram o mar-Palheiros de Mira" realizado por Adriano Nazareth em 1959, que relata a vida nos tempos idos dos anos 50 do século passado, na povoação dos "Palheiros de Mira", para além destes filmes decorrerão também conferências, exposições, debates entre outros, sem esquecer também um jantar organizado e confeccionado por membros da comunidade dos pescadores desta vila à beira mar.


No dia 29 Março e inserida nestas Jornadas será também inaugurada a nova lota da Praia de Mira.


O concelho de Mira apesar de periférico, relativamente aos grandes centros urbanos, tem vindo progressivamente a ganhar uma forte dinamica cultural, fruto quer do dinamismo de várias associações locais e seus associados, bem como de um crescente numero de intervençoes nos mais diversos campos, que têm vindo a colorir um, por vezes cinzento, aspecto da vida dos Mirenses.

A cultura, muitas vezes despresada por "não encher a barriga" como comentam alguns espiritos menos construtivos e menos esclarecidos, constitui um reflexo da propria existencia de uma comunidade enquanto todo que interage, e que se constroi dia apos dia. Assim atitudes e iniciativas como esta devem sempre ser apoiadas e repetidas, num esforço para almejar um melhor futuro para aqueles que com Mira se relacionam.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Tribunal Administrativo rejeita providencia da Quercus


O Tribunal Administrativo de Coimbra (TAFC) rejeitou a providência cautelar intentada pela Quercus a solicitar a suspensão dos trabalhos do projecto aquícola da Pescanova, em Mira, lê-se na sentença.


O tribunal considerou que aquando da interposição da providência cautelar pela associação ambientalista, já tinha sido emitidas as licenças de instalação e construção da unidade de aquicultura, negando provimento ao pedido «por impossibilidade legal». Os pedidos de intimação eram dirigidos pela Quercus contra o município de Mira e empresa Acuinova para que estes se abstivessem de realizar quaisquer obras no local. A associação ambientalista pedia ainda que o Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas (MARDP) fosse intimado a se abster de qualquer acto de licenciamento ou autorização.
Diz o TAFC que aquando da apresentação da providência cautelar pela Quercus «já os requeridos Município de Mira e MADRP tinham emitido autorização de construção e de instalação da unidade de aquicultura». A Direcção-Geral das Pescas autorizou a instalação da unidade de aquicultura a 3 de Outubro de 2007 e a licença de construção foi passada pela autarquia de Mira a 19 do mesmo mês. «Já existia na ordem jurídica regulação administrativa legitimante de uma actuação contrária aos pedidos intimatórios», frisa a sentença proferida pela juíza Paula Loureiro.
Por outro lado, no que respeita ao pedido de suspensão de eficácia da De Rosa, a 7 de Agosto de 2008, o tribunal considerou estar-se perante um «acto inimpugnável» porque «meramente instrumental». «O acto em discussão nestes autos não possui aplicação lesiva dos interesses que a requerente [Quercus] pretende defender, uma vez que não ocorre externalização dos seus efeitos, requisito necessário à impugnabilidade do acto bem como à suspensão de eficácia do mesmo». Ouvida pela Lusa, Hélder Spínola, dirigente da Quercus, disse não conhecer o texto da sentença, embora assumindo ter sido informado pelo advogado da rejeição da providência cautelar, interposta em Outubro em data que não soube precisar. «Ainda não conheço a sentença, já sei que a providência cautelar foi recusada e vamos recorrer», frisou.
Dinamizado pelo grupo Pescanova, o projecto “Acuinova” de Mira prevê a conclusão da primeira fase em 2008, passando a produzir 7 mil toneladas/ano de pregado, o que o transformará no maior centro de produção daquela espécie no mundo. A “Acuinova”, que numa segunda fase espera produzir 10 mil toneladas/ano, prevê criar 200 postos de trabalho directos e mais 600 indirectos.O projecto, localizado no sítio de Rede Natura 2000 Dunas de Mira, Gândara e Gafanhas, é constestado pelos ambientalistas, que apontam impactes ambientais negativos da obra.Por seu turno, o Ministério do Ambiente alega que apesar de o projecto se implantar em zona de Rede Natura 2000 «não serão afectados habitats prioritários nem serão afectados significativamente outros habitats naturais com estatuto de protecção legal, estando assim assegurada a não afectação da integridade do Sítio».
(in DC 22.02.08)

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Medalhas de Mérito Municipal não agradam a todos










Duas medalhas de Mérito Municipal vão ser entregues pela autarquia de Mira. A decisão foi tomada ontem na reunião do executivo, tendo a atribuição sido aprovada por maioria.
Alfredo Pinheiro Marques e João Maria Nogueira vão receber a medalha de Mérito Municipal da autarquia de Mira.
A decisão foi ontem aprovada em reunião do executivo e João Reigota salientou que apesar destas duas atribuições, as mesmas “não se esgotam por aqui”. Lembrando que “anteriormente houve outras pessoas distinguidas”, o edil de Mira destacou que estas duas atribuições são uma forma de reconhecer “o mérito de uma forma simbólica” a quem se dedica ao concelho. Salientando que “a vida também passa pelo reconhecimento a quem se dedica”, o autarca sublinhou o facto de poderem existir outras distinções.


Ouvidas as explicações do presidente da Câmara, Luís Rocha afirmou: “todos estamos de acordo em homenagear munícipes que se tenham dedicado ao serviço de Mira”. Contudo, questionou o edil sobre quais “os critérios para homenagear estas duas pessoas e não outras?”. Além disso, referiu ainda que há “outras pessoas que mereciam tanto esta distinções”, como os dois nomes que agora foram conhecidos para receber a medalha de Mérito Municipal.
Sem esquecer que “o importante é começar” e reconhecendo que se trata sempre “de uma matéria delicada”, o autarca de Mira voltou a lembrar o facto dos currículos dos dois distinguidos “falarem por si”.
Luís Rocha, vereador eleito pelo PSD, destacou o facto de Alfredo Pinheiro Marques ir ser “ao que tudo indica, a primeira pessoa que não é de Mira e que vai ter a medalha de Mérito Municipal”, bem como o facto de “de ter tido reacções negativas em relação a um presidente da Câmara”. Conhecida esta posição, Reigota afirmou: “acabou de politizar uma questão que nada tem a ver com política”, além disso, Alfredo Pinheiro Marques “teve razão”.
Notas biográficas
Alfredo Pinheiro Marques nasceu na Beira Alta e, actualmente, reside em Coimbra. Licenciado em História pela Faculdade de Letras de Coimbra desenvolveu uma obra de alcance histórico-científico, educativo e humano, com relevo na autoria, coordenação e edição de diversas obras, participação em jornadas culturais, colaboração e apoio na investigação das tradições de Mira, sendo um defensor dos interesses locais. Desde 1995 que é director do Centro de Estudos do MAR e das navegações Luís Albuquerque (CEMAR), com sede na Figueira da Foz.
João Maria Nogueira nasce na Praia de Mira e distinguiu-se pela obra poética, entrega e conduta cívica e associativa, desenvolvida em prol das gentes locais. Foi comandante do posto da Guarda Fiscal no Areão e na Praia de Mira, tendo desempenhado várias funções na vida cívica e associativa da sua terra. Destacou-se pela intervenção activa na vida política do concelho, tendo desempenhado funções de vereador na Câmara de Mira, de presidente da Junta da Praia de Mira e de deputado à assembleia municipal, onde actualmente ainda exerce funções.


14 Fevereiro de 2008

(in Diário "asBeiras")

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Campo de Tiro e mais saneamento


CAMPO DE TIRO E SANEAMENTO BÁSICO EM MIRA
A Câmara Municipal de Mira decidiu, na sua reunião ordinária de 10 de Janeiro, abrir concurso para a construção do campo de tiro e para o saneamento entre o Casal Sobreiro e Portomar.


O Campo de Tiro será localizado na área do Plano Geral da Urbanização da Praia e Lagoa de Mira, mais propriamente dito, na Mata Florestal.
Este novo equipamento, que vai permitir a realização de provas nacionais e internacionais, vai ter quatro pranchas de tiro e quatro fossos olímpicos de lançamento.
Será ainda equipado com sistema de insonorização nas zonas de tiro e criação de barreiras acústicas naturais de forma a reduzir os ruídos normais da prática desta modalidade desportiva.
Os resíduos e desperdícios provenientes da realização destas provas serão recuperados por um sistema que está projectado na nova instalação desportiva.

"Esta modalidade de Desporto, teve a sua primeira aparição nos Jogos Pan-americanos: 1951. O uso de armas de fogo em práticas desportivas começou no século XIX. Os primeiros registos dão conta de competições na Suécia e, rapidamente, o resto da Europa e do mundo aderiu à modalidade. O tiro actualmente tem quatro categorias: pistola, carabina, tiro ao prato e alvo móvel. Ao todo, são 17 provas. Nas categorias pistola, alvo móvel e carabina, os atiradores tem por objetivo acertar um alvo que está dividido em círculos concêntricos, cada uma valendo uma pontuação diferente. Quem somar mais pontos vence. Em caso de empate, os últimos dez tiros são o primeiro critério-desempate e assim se segue até que se encontre um vencedor. Nas finais, os casos de empate são decididos com séries extras de tiros. No tiro aos prato (skeet e fossa) o atleta tem de acertar o alvo de modo a quebrar-lhe um pedaço visível. Cada prato acertado vale um ponto. Quem somar mais pontos ganha. Os casos de empate são decididos em séries extras de tiros."
O saneamento do Casal Sobreiro destina-se principalmente a ligar os ramais já existentes das localidades de Presa, Cabeço, Casal Sobreiro, Portomar à Lagoa, ou seja, à SIMria.
Esta nova obra, essencial na estrutura global do saneamento do concelho, está orçamentada em 300 mil euros.

terça-feira, janeiro 08, 2008

Mar cruel leva pescador de Mira

Pescador de 39 anos, natural e residente na Praia de Mira, está desaparecido desde o início da manhã de ontem.
João Manuel Rodrigues Damas, também conhecido por “Juca Catana”, tinha partido para França, no passado dia 2, para mais uma jornada de trabalho no mar, depois de ter passado o Natal em família.

Ontem, ao início da tarde, o ambiente era de grande dor e consternação na praia. Ninguém queria acreditar que o marido e pai de duas meninas – uma de 11 anos e outra de 14 meses – era um dos portugueses vítimas do naufrágio da embarcação “Petit Jolie”, que naufragou ontem a cerca de 50 quilómetros das ilhas Virgem, junto à costa francesa, com três portugueses e quatro franceses a bordo.Junto à casa dos pais do pescador desaparecido, a reportagem do DIÁRIO AS BEIRAS encontrou muitos amigos e familiares que lamentavam o desaparecimento do filho da terra que partiu, há alguns anos, em busca de uma vida melhor.


Consternado com o desaparecimento do pescador, Simão Marques, cunhado da vítima, também anda no mar, fora do país, há 10 anos. “Aqui o trabalho no mar não compensa, e já tenho levado muitas pessoas, pois lá ganha-se três a quatro vezes mais do que aqui”, disse Simão Marques, como que a explicar o facto do seu familiar também ter ido para fora. Com os olhos marejados de lágrimas, lembrou que as condições de trabalho, no estrangeiro, em França, “são melhores, pois tratam-se de empresas que têm tudo e onde há muito rigor”, quer em termos de “seguros e sistemas de salva vidas”. Contudo, e como parece ter sucedido com o naufrágio da embarcação onde seguia o seu cunhado, “às vezes isso não chega, porque é tudo muito rápido”. Os arrastões – “embora digam que são traineiras” – em que trabalha, à semelhança de outras pessoas da praia, permitem “ganhar bem”, apesar do “muito trabalho”. Com um mar mau “normalmente entre os meses de Novembro a Março”, Simão Marques afirma que se “não fossem os portugueses, os barcos franceses estavam parados”. Lembrando que “ninguém sabe ao certo o que aconteceu”, Simão Marques notou que a embarcação pode “ter sido abalroada”, uma vez que “nesta altura do ano o mar está bravo”.

O pescador explicou que está neste momento em casa porque a jornada de trabalho “é de 24 dias no mar e 14 a descansar” e por isso veio a casa no Ano Novo. Mesmo não trabalhando para a mesma empresa, “os horários são semelhantes” e enquanto se anda no mar “só se vem a terra para descarregar” o pescado.Junto à habitação do cunhado, Simão Marques lembrava que o seu familiar “tinha comprado a casa há dois anos” e foi para França “porque lá o ordenado é muito melhor”.

Embora a vítima esteja dada como desaparecida, as possibilidades de sobreviver são escassas e são poucos os que acreditam num milagres. “O mar está muito agitado e a água deve estar com dois graus de temperatura”, explicou. “Tenho lá sete sobrinhos”Junto da casa dos pais da vítima estava Albertino Damas. Tio de João Damas e irmão do pai do pescador, recordou os tempos em que também andou no mar. Agora, desde há alguns anos, a sua vida é passada na Praia de Mira, perto do mar mas fora dele. Salientando que soube da notícia “bem cedo pela televisão”, Albertino Damas pensou logo “nos sete sobrinhos que lá andam no mar”. Embora o jovem pescador esteja dado como desaparecido “nem a família sabe muita coisa” sobre o que passou e o que se está a passar. Aliás, nesta altura em que apenas há a certeza do desaparecimento, a família e amigos aguardam pelas notícias vindas de França, apesar de na comunidade piscatória este desaparecimento ser considerado uma morte, já que as possibilidades de sobreviver são escassas. Recorde-se que para além do pescador desaparecido, os outros dois, vítimas do naufrágio, são provenientes das Caxinas, um dos quais já foi resgatado com vida. A embarcação “Petit Jolie” naufragou com três marinheiros portugueses e quatro franceses a bordo. O balanço das operações de salvamento é dois mortos, um sobrevivente e quatro desaparecidos.
Câmara Municipal está solidária“É uma grande tristeza, estamos todos muito tristes e a câmara vai apoiar a família em tudo o que for necessário”. As palavras são de João Reigota que salientou ao DIÁRIO AS BEIRAS que a autarquia mirense “está solidária e caso a família do pescador se desloque a França vai ter todo o apoio”. Salientando uma “grande incapacidade” em relação à situação vivida, uma vez que a mesma se verificou fora do país e a informação “é escassa”, o edil sublinhou: “o ideal era conseguir recuperar a vida do jovem”. Sem saber o que sucedeu e lembrando já ter contactado a Secretaria de Estado das Comunidades para obter mais informações, Reigota destacou que estes acidentes no mar “têm sido uma tragédia” e são “um drama da região e da praia”. A autarquia vai fazer “tudo o que for necessário e possível para ajudar”, concluiu.
(as Beiras)

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Orçamento de 18 Milhões para Mira

CÃMARA DE MIRA APROVA ORÇAMENTO DE 18 MILHÕES DE EUROS
Em reunião extraordinária do passado dia 6 de Dezembro, o executivo de Mira aprovou o orçamento para 2008 de 18 milhões de euros - 18.435.200 euros, com votos, a favor, dos vereadores socialistas presentes e voto contra do único representante do PSD – Luís Rocha.

João Reigota, Presidente da Câmara que esteve ausente da reunião compromissos inadiáveis, declarou posteriormente que era um orçamento de rigor e de contenção.
Do lado da bancada do PSD estiveram também ausentes os vereadores João Carlos Rua e Carla Rumor.

As Opções do Plano e o Orçamento para 2008 evidencia a preocupação do executivo em “dar importância ao desenvolvimento económico da região” - segundo o Vice-Presidente, Dr. Manuel Martins – e com o objectivo de melhorar a qualidade de vida da população de Mira
Miguel Grego esclareceu que é um orçamento “consciente” e que possui obras para “realizar nos próximos dois anos”, não comprometendo “o próximo executivo”.
Por outro lado, Luís Rocha considerou o orçamento “eleitoralista”, com inclusão de muitas obras previstas para 2008 e 2009, afirmando mesmo, em declaração de voto, “que o documento em causa incluem questões de fundo prejudiciais para os Mirenses”, frisando o aumento das receitas correntes, mais de 800 mil euros.
Em jeito de conclusão afirmou “Mau para o futuro de Mira”.
Duas leituras e distintas para o mesmo documento, o que era de esperar e que é normal nestas coisas.
As Opções do Plano representam cerca de 64,6 do orçamento total, ou seja, um valor de cerca de 12 milhões de euros.
Entre as várias obras incluídas no Plano, salienta-se a construção dos armazéns municipais, a requalificação do centro da vila e do centro da Praia de Mira, do Bairro Norte e Bairro da Videira na Praia de Mira, do centro da Lagoa, o prolongamento da marginal da praia sul a reparação da estrada florestal nº 1, no total de três milhões de euros.
A construção e ampliação das redes de saneamento e de abastecimento de águas no concelho “come”, do mesmo modo um grande pedaço – cerca de 2 milhões e 133 mil de euros do bolo orçamental.
O turismo, uma das mais importantes vertentes para o desenvolvimento do concelho, tem apenas 1 milhões e 800 mil euros.
Um orçamento para o futuro de Mira, assim se pode designar o documento aprovado.
A Assembleia Municipal reunir-se-á no próximo dia 20 de Dezembro para a discussão e votação desta proposta do executivo.

Opções do Plano (PPI e AMR) - 11 milhões e 918 mil euros
Administração Gera- l35 mil euros –
Educação- 835 mil euros
Acção Social - 560 mil euros
Ordenamento do Território - 3 milhões e 57 mil euros
Saneamento - 2 milhões e 133 mil euros
Protecção do Meio Ambiente - 76 mil euros –
Cultura – 395 mil euros
Desporto - 985 mil euros
Mercados e Feiras - 834 mil euros
Turismo - 1 milhão e 855 mil euros

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Mirices faz 2 anos


O blog Mirices já tem 2 anos

Em Dezembro 2005 surgia em Mira mais um espaço na blogosfera nacional, o Mirices.

Espaço de apresentação de ideias aberto a todos e de todos.

Para o futuro a unica promessa é a continuidade...Para aqueles que nos ultimos 2 anos nos tem acompanhado com as suas opiniões, com os seus desejos, desabafos ou criticas, aqui fica o agradecimento.
Mirices

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Taxa de IMI em Mira ficará nos 0,4%


Vai ser de 0,4% a Taxa de Imposto Municipal de Imóveis que as Finanças irá aplicar aos municipes de Mira.

A decisão advém da Assembleia Municipal que reuniu extraordinariamente no dia 28 para se pronunciar sobre o assunto, pela 2ª vez.

Recorde-se que o assunto já tinha sido levado a discussão à Assembleia Municipal em fins de Setembro. Na altura a proposta do executivo de aplicar a taxa de 04% não passou com os dez votos contra da bancada do PSD e com as três abstenções, duas do PS e uma do MEL (representado pelo presidente da Junta de Freguesia da Praia de Mira, Carlos Milheirão), contra o nove votos a favor do PS. Isto depois de ter sido aprovado por maioria, com votos contra do PSD, em reunuião do executivo municipal os deputados municipais chumbaram o valor de 0,4%.


A diferença desta vez foi de um voto, e mesmo com a falta de alguns membros da Assembleia Municipal (que tal como os colegas da Assembleia da republica faltam quando mais lhes convém) a proposta desta vez passou...

A mesma diferença veio acontecer, mas agora ao contrário. A bancada do PS somou nove votos a favor, contra os oito do PSD e do MEL. O IMI ficará assim nos 0,4%.


O IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis – é um imposto que incide sobre o valor patrimonial tributário dos prédios (rústicos, urbanos ou mistos) situados em Portugal. É um imposto municipal, cuja receita reverte para os respectivos municípios.Substitui a Contribuição Autárquica e entrou em vigor em 01.12.2003. Este imposto é devido por quem for proprietário, usufrutuário ou superficiário de um prédio, em 31 de Dezembro do ano a que o mesmo respeitar. No caso das heranças indivisas o IMI é devido pela herança indivisa representada pelo cabeça de casal.

O IMI é pago, anualmente, através de um documento único de cobrança – DUC, durante o mês de Abril, ou se o valor do IMI for superior a 250€, em duas prestações durante os meses de Abril e de Setembro.Os documentos de cobrança emitidos fora do prazo normal de liquidação, são pagos até ao fim do mês seguinte ao da notificação.Só os documentos de cobrança relativos a dois ou mais anos, de montante superior a 250€ e cuja liquidação tenha sido retardada por responsabilidade da administração fiscal, são pagos com intervalos de 6 meses (em anuidades) contados a partir do mês seguinte inclusive ao da notificação.



quinta-feira, novembro 22, 2007

Autarca condenado... Frei Gil saí a ganhar



Ex-autarca de Vagos condenado a cinco anos de prisão
Empresário a dois anos e meio, com penas suspensas


O ex-presidente da Câmara de Vagos João Rocha e o empresário António Paula foram hoje condenados por corrupção a cinco anos e a dois anos e meio de prisão, respectivamente, com penas suspensas.A suspensão das penas fica condicionada à entrega de um donativo de 15 mil euros aos Bombeiros de Vagos pelo ex-autarca, que fica inibido de exercer cargos públicos por três anos, e de um donativo de 7.500 euros pelo empresário António Paula à Obra do Frei Gil, na Praia de Mira.


O colectivo de juízes do Tribunal de Vagos deu como provado que um dos cheques, no montante de 19.500 contos, passado por António Paula ao pai de João Rocha, se detinou a gratificar o então presidente da Câmara, na negociação de terrenos no Areão, não dando crédito à tese da defesa de que se tratou de um empréstimo pessoal.Na pena concreta, o colectivo presidido pelo juiz Raul Cordeiro levou em conta "o que havia antes sido decidido" em primeira instância e na Relação de Coimbra, mas também a situação de os arguidos já terem sentido em 1995 a privação da liberdade e de terem passado 17 anos sobre os factos, esbatendo a necessidade social da pena, o que foi determinante para a sua suspensão.
João Rocha manifestou-se inconformado com a pena de cinco anos de prisão, suspensa por igual período, que hoje lhe foi aplicada pelo Tribunal de Vagos pelos crimes de corrupção activa e prevaricação.
"Não esperava isto e vai continuar tudo! A Justiça está por fazer e ela vai ser feita, porque acredito na Justiça", declarou o ex-autarca aos jornalistas, após ser conhecida a sentença.
Afirmando-se "de consciência tranquila", João Rocha reconheceu que o processo que o levou ao banco dos réus "é complexo", mas recordou que já havia sido acusado de vários crimes e só resta a condenação hoje proferida.
"Fui acusado de 41 crimes e estamos no finalmente", comentou, remetendo para uma posterior conversa com o seu advogado, Celso Cruzeiro, a decisão de recorrer.
Quanto à inibição de exercer cargos públicos durante três anos, que também lhe foi decretada pelo Tribunal, João Rocha limitou-se a comentar a sua experiência autárquica: "Fiz bem ao concelho e da política só tenho boas recordações".
Prudente, o seu advogado disse que vai agora "estudar o acórdão para não tomar decisões precipitadas", devendo decidir se apresenta ou não recurso "antes do Natal".
"É uma sentença com bom senso, muito cuidada e fundamentada, que vou apreciar com calma para depois decidir", disse Celso Cruzeiro, relevando que o comportamento social do ex-autarca, antes e depois dos factos, bem como os anos passados sobre os mesmos, foram tidos em consideração no acórdão.
João Rocha, juntamente com o empresário António Paula, que não compareceu hoje em Tribunal por motivos de saúde, foram condenados em cúmulo jurídico pelos crimes de prevaricação, corrupção activa e corrupção passiva, respectivamente, a cinco anos e a dois anos e meio de prisão.
O colectivo presidido pelo juiz Raul Cordeiro levou em conta "o que havia antes sido decidido" em primeira instância e na Relação de Coimbra, mas também a situação de os arguidos já terem sentido em 1995 a privação da liberdade e de já terem passado 17 anos sobre os factos, esbatendo a necessidade social da pena, o que determinou a sua suspensão.
O ex-presidente da Câmara de Vagos e o empresário haviam já sido condenados em 1993, mas o julgamento foi reaberto em resultado de um recurso a que o Tribunal da Relação de Coimbra deu provimento.
No processo relacionado com a venda de terrenos no Areão, o colectivo julgou apenas factos relativos aos crimes de corrupção activa e passiva, já que os arguidos foram absolvidos de vários outros crimes de que eram acusados ou prescreveram, excepção feita ao crime de prevaricação de que já havia condenação anterior.
Na condenação de hoje o colectivo de juízes do Tribunal de Vagos deu como provado que um dos cheques, no montante de 19.500 contos, passado por António Paula ao pai de João Rocha, se destinou a gratificar o então presidente da Câmara, na negociação de terrenos no Areão, não dando crédito à tese da defesa de que se tratou de um empréstimo pessoal.
Considerou o colectivo que o empresário António Paula não era das relações de João Rocha, pelo que "não era natural que lhe emprestasse dinheiro sem qualquer documento", valorando ainda as declarações de António Paula proferidas na fase de inquérito, face às que fez em julgamento, porque mais próximas dos factos no tempo.
Foram ainda consideradas provas indiciárias os cheques passados ao pai de João Rocha e a retenção do contrato-promessa da venda dos terrenos no Areão pelo autarca, sem o ter entregue nos respectivos serviços municipais.

Lusa/Jornal da Bairrada 22/11/2007

quarta-feira, novembro 14, 2007

Campo de Golf vai nascer em Mira



Um campo de golfe de 18 mais 9 buracos vai nascer em Mira.


O terreno de 120 hectares, na freguesia do Seixo de Mira, vai ainda receber uma unidade hoteleira e 80 unidades habitacionais. Ainda sem data marcada para o início da construção é já certo que o concelho de Mira vai ter um campo de golfe.


A garantia foi dada ao DIÁRIO AS BEIRAS por Miguel Grego, que explicou o processo de construção do campo e do empreendimento que lhe está subjacente.De acordo com o vereador da autarquia de Mira, vai ser “realizada uma hasta pública para alienação do terreno”, no primeiro trimestre de 2008, localizado na freguesia do Seixo de Mira, “onde vai ser construído o campo de golfe”.
O terreno, que possui 120 hectares, será “divido” em 100 hectares para a construção do campo - de 18 + 9 buracos - e os restantes 20 hectares para alojamento. No que ao alojamento diz respeito está prevista a construção de uma unidade hoteleira com um mínimo de 4 estrelas e 80 unidades (habitações), com um máximo de dois pisos, por cada uma. Segundo Miguel Grego, o terreno, que está junto ao eixo Norte/Sul (variante centro) e perto do futuro campo de tiro, é propriedade da autarquia. Contudo, vai ser “alienado para que um promotor construa” o campo de golfe e respectivas habitações e hotel. Aliás, estas construções surgem como “um empreendimento turístico de apoio” ao próprio campo. Com uma base de licitação de 2,5 milhões de euros, o vereador acredita que a meio do próximo ano “já esteja escolhido o promotor”. Satisfeito pelo desenvolvimento do projecto, Miguel Grego afirmou que a construção é “de grande importância, no sentido de ter um turismo cada vez mais de qualidade”, e que “contribua para afirmação da região Centro como um destino alternativo para os turistas e amantes deste tipo de desporto”.

O responsável adiantou ainda que a criação deste campo de golfe e do empreendimento hoteleiro que está subjacente é “importante na qualificação do turismo e da imagem do concelho, sobretudo quando conjugado com outras estruturas desportivas de qualidade”, nomeadamente “campo de tiro, estádio municipal, clube náutico”, entre outros. Embora a data de conclusão ainda não seja conhecida, apesar da certeza de que o campo de golfe vai existir, Miguel Grego, salientou que este “é um projecto adiado há já vários anos”. Segundo explicou, o primeiro projecto previsto para a construção do campo “era localizado numa zona próxima ao local onde vai nascer a unidade da Pescanova”, contudo, “por motivos alheios à vontade da câmara de Mira, foi chumbado e agora relocalizado na nova área”.
(R.M. in Asbeiras)

sexta-feira, novembro 09, 2007

10 Novembro Dia Mundial da Ciencia ao Serviço da Paz

O Dia Mundial da Ciência ao Serviço da Paz e do Desenvolvimento, é comemorado a 10 de Novembro, com a realização de paineis-debates de divulgação de alguma investigação na defesa da Paz e do Desenvolvimento, sob o alto patrocínio da UNESCO.
A Unesco exorta todos que participam da aventura científica para reafirmarem o seu compromisso com a criação de um mundo pacífico, próspero e justo mediante a ciência, e que o expressem através da cooperação internacional e de acções colectivas.
A ciência e a tecnologia são ingredientes necessários à construção da paz. A desconcentração global do conhecimento e da inovação é requisito básico da nova maneira de ver e organizar a ordem mundial, já que constituem a mola propulsora do progresso e devem ser um instrumento de inserção mais equitativa no mundo.

No nosso País, demos os passos iniciais, na direcção do avanço da Ciência e Tecnologia. Para além disso, Governo e Sociedade estão conscientes de que é preciso fazer muito mais e de forma sustentada. Sabemos que esta será uma década de decisões dramáticas, com vistas à adopção de políticas públicas, que permitam a Portugal aspirar a uma posição no pelotão avançado da pesquisa e desenvolvimento mundiais.
A Universidade de Aveiro, promove um painel-debate no Dia Mundial da Ciência, pelas 15 horas, com a participação de um grupo de Investigadores da Universidade, de áreas do conhecimento diversas, moderado pela Professora Doutora Estela Pereira, e aberto a todos os interessados, comunidade escolar e civil, onde serão debatidos alguns temas como:
“Química Alimentar”
“Alterações Climáticas”
“Nanomateriais”
“O Programa Training Through Research da UNESCO”
Local: Auditório da Reitoria (edifício da Reitoria da Universidade de Aveiro)

Carlos Monteiro

quarta-feira, novembro 07, 2007

Pescanova e o PIDDAC

Quase um terço das verbas que o Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) de 2008 destina ao distrito de Coimbra vai para o projecto de aquicultura da empresa Pescanova em Mira.


No capítulo dos investimentos em "vários concelhos", o documento tem inscritos 43,5 milhões de euros para projectos de aquicultura, mas fonte do Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas precisa, ao JN, que essa verba é praticamente toda para a Pescanova.


Na semana passada, já o grupo parlamentar do partido "Os Verdes" veio criticar a alegada generosidade do Governo para com a empresa. Em comunicado, notou que aqueles 43 milhões representam "quase cinco vezes mais do que está inscrito para 16 concelhos do distrito, não contabilizando o concelho de Coimbra".Segundo o projecto do PIDDAC de 2008, prevê-se investimentos de 140 milhões de euros no distrito, sendo que três das 18 câmaras que o compõem - Mira, Cantanhede e Soure - não têm projectos próprios contemplados.


A contenção geral do programa permite que Coimbra mantenha, pelo segundo ano seguido, o terceiro lugar do ranking dos distritos com mais verbas (liderado por Lisboa e Porto). Mas essa mesma verba de 140 milhões revela também o terceiro corte, em três anos, infligido pelos documentos de PIDDAC elaborados pelo actual Governo. Em 2005, ano das últimas legislativas, o distrito viu ser-lhes destinados 231 milhões de euros, mas, desde aí, a sua fatia de PIDDAC não parou de mingar. "Todos gostávamos de ter mais verbas", comentou ontem a deputada Matilde de Sousa Franco, que encabeçou a lista com que o PS concorreu em Coimbra nas últimas legislativas. Prestes a entrar numa reunião de trabalho, a viúva do ex-ministro Sousa Franco acrescentou apenas que a contenção do PIDDAC - documento que disse já ter merecido a sua análise - reflecte a situação económica do país, "que não é boa".


À frente do município de Cantanhede, o social-democrata João Moura concede, também, alguma compreensão. Regista com "desagrado" o facto de Cantanhede não beneficiar de qualquer investimento, mas sempre diz que "o princípio da solidariedade" lhe impõe alguma "resignação". Investimento que parece ter a cobertura de todas sensibilidades políticas é o que se prevê no novo Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC). Há largos anos a patinar nas indisponibilidades da Administração Central, tem prometidos 17 milhões de euros. "Desta vez, há um acréscimo nas verbas", congratula-se o porta-voz da respectiva comissão de utentes, Franscisco Queirós, não sem deixar uma nota negativa "O projecto está profundamente atrasado e esse acréscimo não deixa ninguém descansado", diz.A capital do distrito, com 44 milhões de euros, recebe cerca de seis vezes mais do que a Figueira da Foz - o segundo concelho mais beneficiado, com sete milhões de euros, que vão quase na totalidade para obras no seu porto.


Sete milhões é quanto poderá ser gasto, também, na futura cadeia de Coimbra. Ainda nesta cidade, o novo Centro Regional do Sangue tem inscritos 3,6 milhões de euros. E a Universidade contará com 1,9 milhões para uma nova residência no Polo II, 1,3 milhões para o Museu da Ciência, bem como 2,7 milhões para a unidade central do Polo da Saúde.Por outro lado, Coimbra vê o sempre adiado Palácio da Justiça receber só 250 mil euros e o projecto do novo conservatório de música sem qualquer verba. Em posição intermédia, parece surgir o atrasado Metro Mondego, cujo projecto beneficiará, em rubricas das acções em "vários concelhos", de perto de seis milhões. De resto, como é habitual, o PIDDAC não se afigura capaz de contrariar a apatia económica dos pequenos concelhos e a desertificação do Interior do distrito. Além de Penacova, que tem um milhão de euros prometido, Figueira da Foz e Coimbra, nenhum outro concelho receberá mais de 165 mil euros. E há uma dezenas de municípios que vai ter de se contentar com investimentos entre mil e 56 mil euros.
Nelson Morais

segunda-feira, outubro 29, 2007

Coastwatch também passa por Mira



O Coastwatch cumpriu mais uma campanha, a 17ª. Ao longo de mais um ano, sensibilizou, observou, monitorizou, reflectiu os resultados de todo este trabalho.

Vai iniciar a 18ª campanha,

O questionário, base do trabalho de campo do projecto Coastwatch, sofreu algumas transformações, de forma a torná-lo mais adequado à realidade actual da costa portuguesa – (des)ordenamento do território, erosão, artificialização … Estas alterações não serão um corte com a temática anterior – muito vocacionada para a temática dos resíduos – mas sim um complemento. (in GEOTA)
É sobre este novo tema da 18ª campanha Coastwatch, que quero deixar aqui algumas reflexões.
A intensa ocupação do litoral tem vindo a ser efectuada de forma que não viabiliza um desenvolvimento sustentável da faixa costeira. Assim, embora seja necessário intervir a diferentes níveis, torna-se imprescindível e imperioso proceder, em grande parte dos casos, a um reordenamento da faixa litoral de forma a propiciar um desenvolvimento racional e sustentável dessa importante zona do território.

As reacções que se podem observar variam muito: da parte de alguns pescadores, a compreensão de um fenómeno natural, fica resumido numa expressão – “o mar nos deu, o mar nos tira”. Noutros casos, o que se vê é uma indignação contra “o governo que não faz nada”. Para muitas pessoas ainda existe a crença de que o homem tem um poder ilimitado sobre a natureza, que pode dominá-la de acordo com os seus interesses. Assiste-se assim ao pavoroso trabalho de acumular betão e enormes pedras na linha de costa, as quais, ou são sugadas pelo mar ou passam a fazer parte de uma paisagem que nada tem de belo.
Mas o facto que devia ser amplamente esclarecido é que a linha de costa nem sempre foi como a conhecemos hoje. Oscilou com os períodos glaciários e interglaciários, que influenciaram directamente o nível do mar.

Mas tudo isto que está a acontecer mostra a falta de ordenamento do território. Durante décadas admitiu-se, com autorização ou não, a construção em áreas de risco, como: leitos de cheia; vertentes instáveis, com possibilidade de deslizamentos ou de fenómenos sísmicos; dunas e arribas. A ausência de uma fiscalização preventiva e a permissividade de alguns responsáveis pelo licenciamento, levou muita gente a construir onde não devia, ou por ignorância ou porque achavam que, embora fosse um risco, “talvez não acontecesse nada”. Em muitos casos, a ocupação destas áreas contribuiu para acelerar o processo de degradação.
Na zona costeira do nosso concelho, tem aumentado o declive das praias e diminuindo a sua extensão.
Para além do deficiente ordenamento do território existente, temos ainda as construções de esporões, que tem provocado dificuldade de retenção de areias a sul, a erosão é cada vez mais forte, sendo previsíveis galgamentos oceânicos de efeitos muito significativos.
A construção dessas obras pesadas de engenharia costeira são, como lhe chama um amigo meu, “a caminhada de um bêbado, dois passos para frente, três passos para trás".

Vou ficar por aqui para não ser exaustivo. No entanto, queria aproveitar e deixar aqui expresso, o agradecimento à AAMARG, pela sua colaboração no programa Coastwatch Portugal.

Carlos Monteiro

quarta-feira, outubro 24, 2007

Assoc. Municipios do Baixo Mondego discute Plano estratégico

A preparação do Plano Estratégico do Baixo Mondego, no âmbito do QREN, esteve no centro da reunião da associação de municípios com a equipa liderada por Augusto Mateus.
Com os estatutos já aprovados pelos 10 executivos e respectivas assembleias municipais, a formalização da constituição da Associação de Municípios do Baixo Mondego (AMBM) está prevista para o mês de Novembro.
O último encontro que teve como intuito analisar e debater as questões relacionadas com a região, nomeadamente com a preparação do Plano Estratégico do Baixo Mondego, no âmbito do novo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) 2007-2013, decorreu no passado dia 18 de Outubro em Montemor-o-Velho.

A AMBM vai ser constituída pelos Municípios de Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Mealhada, Mira, Montemor-o-Velho, Penacova, Soure e Mortágua.
Com a disponibilização das verbas pelo QREN a serem atribuídas por concurso, o Prof. Augusto Mateus sublinhou que “o Baixo Mondego pode ter uma liderança qualitativa diferenciada na Região Centro e que o diagnóstico, em preparação, adopta uma abordagem que articula a competitividade e a coesão dos municípios envolvidos”.
Promovendo uma estratégia de atractividade territorial e de desenvolvimento sustentável, o grupo de trabalho vai, numa primeira fase, definir e apresentar o Plano Estratégico do Baixo Mondego, para posteriormente proceder à apresentação das candidaturas dos vários projectos.
Com o objectivo de articular os planos concelhios, intermunicipais e regionais, a AMBM vai promover, durante os próximos dias, reuniões com os vários eixos territoriais.
Info.CM Condeixa

terça-feira, outubro 23, 2007

20% da população bebe agua de má qualidade



Cerca de 20 por cento da população do País bebe água de má qualidade, revela o relatório anual sobre o controlo da qualidade da água, em 2006, do Instituto Regulador de Águas e Resíduos (IRAR).

Apesar de os dados globais apontarem para uma melhoria “consistente” da água para consumo, a percentagem de coliformes – bactérias presentes nas fezes – registadas nas análises feitas à água que chega à torneira dos consumidores do interior do País aumentou em 2006.


Os concelhos com menos de cinco mil habitantes, na maioria situados no Norte e Centro e que representam 20 por cento da população nacional, são os mais afectados.Em 2006 houve, aliás, um aumento do número de incumprimentos nos valores paramétricos que determinam a maior ou menor qualidade da água.

Da totalidade das análises feitas, só 97,2 por cento não registavam infracções, quando, em 2005, esse valor chegou a 97,5 por cento.Além destas bactérias, os incumprimentos traduzem problemas relacionados com a acidez da água e a presença de elementos como o ferro, manganês, arsénio e alumínio acima dos valores de referência.

Jaime Melo Baptista, presidente do IRAR, defende que “o maior número de incumprimentos não significa que a água distribuída tenha pior qualidade”. Sucede sobretudo nos pequenos sistemas das zonas do interior”, admite, justificando o problema com “os custos elevados” da realização das análises em certas autarquias.Segundo Melo Baptista, “o maior rigor” introduzido na fiscalização das empresas que distribuem a água e nos laboratórios, a par do aumento do número de análises em zonas rurais, fez disparar o número de infracções. Até porque, diz, “este ano pela primeira vez todas as entidades enviaram informações”. O presidente do IRAR sublinha ainda que “as infra-estruturas deviam estar todas equipada com sistemas de desinfecção e não estão”.Nos quadros que acompanham o relatório facilmente se percebe que os concelhos que mais falham na realização do número de análises são também aqueles que registam maior percentagem de coliformes e elementos químicos prejudiciais. Entre os concelhos sinalizados estão Vinhais, Sertã, Montemor-o-Novo, Almeirim, Lousada, Aguiar da Beira e vários municípios dos Açores.Para Francisco Ferreira, da Quercus, a má qualidade da água no interior “já se prolonga há muito”. O relatório mostra que “nestas zonas a qualidade da água ainda é baixa”, diz o ambientalista, lembrando que “a contaminação é um problema que se resolve facilmente com uma desinfecção mais eficaz”.


INSTITUTO VAI TER RANKINGS

Segundo Jaime Melo Baptista, o Instituto Regulador de Águas e Resíduos (IRAR) vai passar a divulgar rankings dos concelhos com melhor qualidade de água.Já no próximo mês, o instituto vai fazer uma classificação das melhores entidades gestoras de águas.“Primeiro faremos a análise comparativa das entidades. É um processo que já tem três anos e que se vai prolongar por mais dois anos. Nessa altura ponderamos então divulgar também o ranking dos concelhos”, admite.Para já, a entidade presidida por Jaime Melo Baptista está a recolher informação sobre os níveis de chumbo presentes na água consumida em Portugal para, mais tarde, dar indicações sobre as alterações a fazer na rede pública e canalizações particulares.

segunda-feira, outubro 22, 2007

12 de emprestimo para as Aguas de coimbra


Águas de Coimbra pede empréstimo de 12 milhões de euros

O executivo camarário analisa hoje a contratação, pela AC, Águas de Coimbra, de um empréstimo de 12 milhões de euros. Dessa verba, "10 milhões vão estar alocados ao próximo ano (2008) e os outros dois milhões vão estar alocados a 2009", sendo que o montante do empréstimo servirá "para pagar as dívidas aos empreiteiros", disse ao DIÁRIO AS BEIRAS Nuno Curica, administrador da Águas de Coimbra.
O responsável deu ainda conta de uma dívida de 1,2 milhões de euros por parte das Águas do Mondego à Câmara de Coimbra, "relativa ao contrato da passagem para a empresa multimunicipal Águas do Mondego". Esta, por sua vez, tem a receber da Águas de Coimbra, uma verba de cerca de 4,5 milhões de euros.
Ao todo, são sensivelmente nove milhões que a empresa municipal deve à Águas do Mondego e a outros fornecedores. Um montante que – garantiu Nuno Curica – não coloca em causa a fluidez financeira da Águas de Coimbra. "Trata-se de um procedimento normal. Em todas as empresas há prazos de pagamento a 60 ou a 90 dias...", adiantou.
Contactado pelo DIÁRIO AS BEIRAS, Jorge Gouveia Monteiro lembrou que, nos primeiros anos, sempre se perspectivou a fluidez financeira da Águas de Coimbra. "Como é que se chegou esta situação?", inquiriu. O vereador da CDU lembrou ainda o aumento do tarifário – primeiro de 12,5 (em 2005) e de cinco por cento (2006) – facto que levantou "muita polémica". "Parece que a situação financeira está longe de ser tão confortável como se anunciava na altura da sua constituição", frisou.
Por seu turno, Carlos Encarnação recordou a dívida de cinco milhões de euros que o INAG tem com a autarquia, no âmbito da participação de Coimbra no sistema multimunicipal Águas do Mondego. "Se a Águas de Coimbra tivesse esse dinheiro não precisava de pedir um empréstimo tão elevado", referiu. E – continuou –, “neste momento temos que concluir obras que são absolutamente necessárias, sobretudo nas freguesias de Vil de Matos e Torres do Mondego".
Na reunião de câmara de hoje será também votada a revogação da declaração de utilidade municipal da BragaParques.


InBeiras

P.S. Mira pertence às Águas de Mondego!

quarta-feira, outubro 17, 2007

Câmara e compartes de novo em litigio


Câmara e compartes “disputam” terreno


O Tribunal de Mira começou a julgar a impugnação de uma escritura realizada pela autarquia, relativa a um terreno da Videira Norte. Assembleia de Compartes do Baldio de Videira Sul considera que o terreno não é camarário. A escritura de um terreno de 17,5 hectares começou ontem a ser julgada no Tribunal Judicial de Mira. Câmara Municipal de Mira e Assembleia de Compartes do Baldio de Videira Sul “disputam” a posse de um terreno localizado na Videira Norte, concelho de Mira. Em causa está a impugnação de uma escritura, realizada pela Câmara Municipal de Mira, relativa um terreno existente na Videira Norte. Uma vez que a autarquia não possuia o terreno registado na Conservatória, realizou uma escritura de justificação por usucapião.

Esta escritura surgiu depois do terreno em causa ter sido desafectado do regime florestal para ser possível a construção de habitação social. Contudo, a Assembleia de Compartes do Baldio de Videira Sul pretende a impugnação da escritura, por considerar que o terreno “constitui-se e é baldio dos habitantes dos lugares de Videira Sul e Praia de Mira”, conforme refere o despacho a que o DIÁRIO AS BEIRAS teve acesso.

A Assembleia de Compartes do Baldio da Videira Sul considera ainda que “é falso o que consta em tal escritura”, uma vez que, por “afectação tácita histórica (ou usucapião) o terreno constitui-se e é baldio dos habitantes dos lugares de Videira Sul e Praia de Mira”.

Ontem, dia em que decorreu a primeira de sessão de um processo que já tem alguns anos, apenas foi ouvida uma testemunha das várias que estão arroladas neste caso. Numa altura em que a autarquia de Mira já realizou diversas intervenções para a construção das habitações, resta agora saber quem é o proprietário dos 17,5 hectares de terreno destinados a construção de habitação.Como o DIÁRIO AS BEIRAS publicou recentemente, a comissão responsável pela entrega dos espaços e construção das habitações já possui uma lista com os candidatos admitidos. Todavia, esta acção interposta pela Assembleia de Compartes impediu que o terreno fosse registado na Conservatória. A próxima sessão do julgamento está agendada para o mês de Novembro.

In AsBeiras

terça-feira, outubro 02, 2007

Socrates lança 1ª pedra



Criticado por uns amado por outros, o empreendimento da Multinacional Pescanova é mesmo para avançar
Depois de algumas peripécias iniciais com EIA (estudos de impacto ambiental), Quercus a tentar para a obra, interesse público entre outros, tudo está aparentemente no bom caminho, e é já no proximo sabado 6 de Outubro Mira recebe um ilustre visitante. O Primeiro Ministro José Socrates.

A visita se prende-se assim com o lançamento da primeira pedra do empreendimento de produção de peixe da multinacional Pescanova. (podiam também lançar outras pedras mais, visto que Mira está mesmo a precisar de uma pedrada no charco, e aproveitar o resto das pedras deixadas pelo executivo anterior na sua saga reformadora do mercado, que afinal seria Jardim de Infancia, mas que por enquanto é só uma ruína...mas quase podia dar um romance)


"Para presidir à cerimónia pública do lançamento do empreendimento da Pescanova, vai estar presente em Mira, no próximo dia 6 de Outubro Sábado, Sua Excelência o Primeiro-ministro, Eng. José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa.
A realização da cerimónia pública terá lugar no Centro da Vila, com inicio às 11 horas, contando, ainda, com a presença do
Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e do Ministro da Economia e da Inovação, respectivamente, Dr. Jaime de Jesus Lopes Silva e Dr. Manuel António Gomes de Almeida de Pinho.
Estarão ainda presentes alguns Secretários de Estado e outros membros do Governo.
Este Município convida, desde já, toda a população do concelho de Mira a assistir a esta cerimónia e a saudar tão ilustre representante do Governo Português."



Conforme se pode constatar no comunicado da CM Mira, toda a população do concelho é convidada a estar presente.


sexta-feira, setembro 28, 2007

Lagoa quer Centro de Dia


Um grupo de moradores da Lagoa considera premente a criação de um Centro de Dia para apoio à comunidade local. Pretende-se na verdade a criação de uma IPSS – Instituição Particular de Solidariedade Social - que terá inicialmente as valências de Centro de Dia e de Apoio Domiciliário.

O grupo de trabalho é actualmente composto por onze pessoas, respectivamente João Manuel Cuz, Dorinda Fresco, Sílvia Lagoa, João Rico, Pedro Laranjeiro, Luís Silva, Luís Miranda, Manuel Domingues, Graça Maltez, Carlos Maranhão e Héldio Plácido. O objectivo central deste grupo é essencialmente arranjar condições para que as pessoas de idade da Lagoa, ou outras necessitadas, possam ter, no futuro, um maior e melhor apoio. No fundo, um auxílio e amparo condigno para quem necessita de cuidados continuados, próprios de quem já detém uma idade mais avançada. A ideia foi lançada há alguns anos, germinou e pode, agora, começar a dar frutos. O projecto começa agora a dar os primeiros passos, estando para já «numa fase embrionária». «É um projecto de médio a longo prazo», acrescentaram ao nosso jornal. A iniciativa conta também com o apoio efectivo da Câmara Municipal de Mira, estando apontado outros protocolos com a Rede Social e o Centro Regional de Segurança Social, assim como outras entidades relacionadas. A localização será, logicamente, na Lagoa e já existem contactos para a escolha de um local que sirva a população, não estando porém, ainda definido.

A Lagoa conta hoje com cerca de 69 mulheres e 66 homens com setenta ou mais anos, sendo esta, só por si, “uma razão mais que suficiente para lutar”, acrescentam. Tanto ao nível de Centro de Dia como de Apoio Domiciliário, a instituição a criar deverá prestar serviços de higiene habitacional, higiene pessoal, alimentação, administração de medicamentos, acompanhamento médico e apoio psico-social, assim como actividades lúdicas de animação. «Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades e as Necessidades», aditaram. Em sinal de combate à solidão e em prol de melhores condições no cuidado a idosos, este grupo apela à restante população para ajudar e apoiar na criação de um Centro de Dia na Lagoa.

(in OPrincipal)